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Os Açores registaram um aumento de 5,3% de participações por violência doméstica em 2021, face a 2020, mas não são das regiões mais problemáticas, de acordo com dados fornecidos à Lusa pelo Comando Regional da PSP.

O Comando Regional da PSP está a desenvolver nos Açores a operação “Violência fica à porta”, que decorre até sexta-feira, Dia da Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Em declarações à Lusa, o subcomissário Eurico Machado, porta-voz do Comando Regional dos Açores, refere que a operação visa “inquirir sobre a temática da violência doméstica, que é bastante importante”.

Segundo o porta-voz do Comando Regional dos Açores, o crime de violência doméstica “tem ainda bastante incidência na região, está bem presente”, mas é “bastante complexo”, cometido “entre paredes, num ambiente mais interno e familiar”.

“A pedagogia e o trabalho de consciencialização junto das vítimas e de potenciais testemunhas torna-se bastante importante na prevenção deste crime”, refere o subcomissário Eurico Machado, salientando que a PSP tem equipas de apoio à vítima que promovem a “monitorização e desenvolvimento do processo-crime, que muitas vezes é continuado”.

Para além do “apuramento de eventuais novas situações, pode-se contribuir para o incremento do sentimento de segurança da vítima”, acrescenta o responsável.

O Comando Regional dos Açores, através das divisões policiais, está no terreno para “alertar a sociedade para os casos de violência contra as mulheres, nomeadamente casos de abuso ou assédio sexual, maus tratos físicos e psicológicos”.

No contexto do país, foram registadas 26.520 participações por violência doméstica em 2021, o que representa uma diminuição de 4% face a 2020, sendo que a violência contra o cônjuge ou análogo representa 85% das queixas, segundo o relatório anual de segurança interna do ano passado.

Évora (mais 6,3%) e Beja (mais 5,6%) lideram no país, tendo em conta a evolução de 2020 para 2021.

Em 2020, no país morreram 32 pessoas devido a violência doméstica, menos três do que em 2019.

Das vítimas, 27 foram mulheres, três homens e duas eram crianças (uma do sexo masculino, outra do sexo feminino), de acordo com os dados disponibilizados pela Polícia Judiciária, GNR e Procuradoria Geral da República.

Relativamente ao grau de parentesco entre vítimas e agressores, quem mais sofre de violência doméstica é o/a companheiro/a (48,6%), seguindo-se os filhos/enteados (15,6%), os ex-companheiros/as (15%) e em 5,9% são os pais ou padrastos.

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