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O secretário regional da Saúde dos Açores comprometeu-se hoje a “reduzir as listas e tempos de espera”, destacando a dotação de 3,7 milhões de euros do programa Cirurge, para realização de cirurgias nos hospitais regionais em horário extraordinário.

Numa intervenção no plenário da Assembleia Legislativa Regional sobre o Plano e Orçamento para 2023, que decorreu na Horta, Clélio Meneses indicou a intenção do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM em “continuar a reduzir as listas e os tempos de espera para acesso a cuidados de saúde, quer sejam cirurgias, no programa Cirurge, bem como com o Vale Saúde, o Cheque Saúde e o reforço da produtividade”.

A isto, disse, soma-se “a ação da entidade gestora do doente em espera, que iniciará funções brevemente”.

“Queremos concretizar estas propostas com a mesma determinação com que reduzimos, em mais de dois mil, o número de açorianos em lista de espera, mas, mais relevante, com que reduzimos em 153 dias o tempo médio de espera para uma cirurgia”, salientou, dizendo que, no tempo da governação socialista, o tempo de espera era de 520 dias.

Além disso, continuou, o governo está ainda “a avaliar a implementação do rastreio do cancro do pulmão, de forma a alargar a intervenção preventiva que tem sido e está a ser desenvolvida pelo Centro de Oncologia dos Açores, que também vai iniciar o rastreio da retinopatia diabética”.

“Pretendemos contratar mais profissionais de saúde, aumentando em 50% o montante relativo a incentivos à fixação de médicos e enfermeiros”, notou, garantindo que “os açorianos vão ter acesso a mais cuidados de saúde”, ao passo que os que residem nas ilhas sem hospital “terão mais consultas e exames sem terem de se deslocar”.

“Asseguramos a concretização desse objetivo com a mesma capacidade de quem já fez com que em 2021, em plena pandemia [de covid-19], tivessem sido realizadas 11.244 de tais consultas [nas ilhas sem hospital], mais 4.503 do que em 2020, mais 1.181 do que em 2019 e 1.371 do que em 2018”, afirmou.

O secretário regional disse, também, que vão ser iniciados “os procedimentos para obras nos centros de saúde da Ribeira Grande, Vila Franca do Campo e Povoação”.

Por outro lado, já foram identificados terrenos e elaborados “programas preliminares para as unidades de saúde da Maia e do Livramento”, enquanto a obra no centro de Saúde do Corvo “já está adjudicada” e, em janeiro, começa a empreitada no centro de Saúde do Nordeste, referiu.

Ainda segundo Clélio Meneses, vai também ser lançado “novo concurso para as obras do hospital da Horta”, para somar à empreitada que começou hoje no hospital de Ponta Delgada.

“Investiremos na aquisição de equipamentos que modernizarão e agilizarão as respostas em saúde, através da sua digitalização e da telesaúde, com o mesmo rigor e capacidade que fez com que já estejam investidos 6,5 milhões de euros e, no primeiro trimestre de 2023, sejam investidos mais 3,5 milhões de euros”, prometeu.

Tal permitirá “a facilitação do acesso por parte de profissionais e utentes e a interoperabilidade de sistemas que tanta falta faz e tão significativo impacto tem na vida dos açorianos”, acrescentou o secretário regional.

“Vamos sair de um sistema que assenta nos Serviços de Urgência como resposta aos cidadãos, em que a maioria dos cuidados que ali são solicitados e prestados não correspondem efetivamente a urgências”, defendeu.

Quanto à Proteção Civil, o governante adiantou que vão ser aumentados “os valores de protocolos e apoios relativamente às associações de bombeiros”, sendo que os transportes terrestres de emergência têm, “de 2020 para 2023, um crescimento de 33%, no montante de 1,4 milhões de euros”.

O debate sobre esta área temática ficou agendado para a manhã de terça-feira, após o encerramento dos trabalhos pelas 19:30 locais (20:30 em Lisboa).

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega).

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação.

A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e com o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega) e o PSD um acordo com a IL.

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