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Os Açores tinham, em novembro, 9.830 utentes em lista de espera cirúrgica, menos 1% do que no mês anterior e menos 9,4% do que no período homólogo, segundo um relatório da Direção Regional da Saúde.

“Em novembro de 2022, aguardavam em LIC [lista de espera cirúrgica] um total de 9.830 utentes, o que corresponde a um decréscimo de 1% (menos 98 utentes), face ao mês anterior”, lê-se no boletim informativo mensal da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores, consultado pela Lusa e disponível na página da internet da Direção Regional da Saúde.

Em comparação com o período homólogo, em que estavam inscritas para cirurgia 10.848 pessoas, a quebra é de 9,4% (menos 1.018 utentes).

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O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, o maior da região, era o que concentrava mais doentes em lista de espera para cirurgia (6.223) no final de novembro, seguindo-se o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), com 2.453 utentes, e o Hospital da Horta (HH), na ilha do Faial, com 1.154 utentes.

O HDES foi o único hospital da região a registar uma quebra face ao período homólogo (16,3%), tendo igualmente reduzido o número de utentes em espera entre outubro e novembro (2,2%).

O Hospital da Ilha Terceira baixou a lista de espera em apenas três doentes (0,1%), em comparação com o mês anterior, e aumentou face ao período homólogo 5,3%.

Já o HH aumentou o número de utentes em espera em 4% face a outubro e em 6,5% face a novembro de 2021.

Também o número de propostas cirúrgicas em espera nos Açores (há utentes que estão inscritos para várias cirurgias) diminuiu em novembro, face ao mês anterior (1,1%), totalizando 11.005.

Para essa redução contribuiu apenas o hospital de Ponta Delgada, que baixou as propostas em lista de espera em 2,4%, para 6.890.

O HSEIT apresentou um número de propostas em espera igual a outubro (2.896) e o HH aumentou para 1.219 (3,7%).

Segundo o relatório, o tempo médio de espera por uma cirurgia nos Açores, no final de novembro, era de 379 dias (um ano e 14 dias), menos 17 do que em outubro.

O HDES, que apresentava o tempo médio de espera mais elevado (413 dias), foi o que baixou mais (25 dias).

O Hospital da Horta, com 261 dias de tempo médio de espera, registou uma quebra de sete dias, enquanto o HSEIT aumentou o tempo de espera em um dia, para 347.

Apenas o Hospital da Horta tinha um tempo médio de espera abaixo dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) regulamentados, que preveem que uma cirurgia com prioridade normal seja realizada no máximo em 270 dias.

Pouco mais de metade das cirurgias realizadas em novembro (51%) ocorreram dentro do TMRG, mais do que as realizadas em outubro (48,5%)

O HH foi o hospital que mais cumpriu esse critério (77,9%), seguindo-se o HSEIT (63,8%) e o HDES (35%), que foi, ainda assim, o único hospital a aumentar essa percentagem, em 4,1 pontos percentuais.

A produção cirúrgica no Serviço Regional de Saúde dos Açores registou uma redução de 2,4% no mês de novembro, tendo sido realizadas 866 cirurgias, menos 21 do que em outubro.

O hospital de Ponta Delgada reduziu o número de cirurgias realizadas (451) em 11,2%, enquanto o da Terceira (279) aumentou em 11,6% e o da Horta (136) em 5,4%.

As propostas cirúrgicas entradas registaram um crescimento de 0,4% em novembro, num total de 1.136 no arquipélago.

O HSEIT contabilizou 572 novas propostas cirúrgicas (mais nove do que em outubro) e o HH 228 (mais 17), enquanto o HDES registou 336 novas propostas (menos 22).

O número de cancelamentos de cirurgias diminuiu 3,5%, em novembro, num total de 409 (301 no HDES, 64 no HSEIT e 44 no HH).

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