Açores associam-se às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Os Açores, através dos Serviços Externos da Direção Regional da Cultura, sob a tutela da Secretaria Regional da Educação e Cultura, associam-se às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se celebra a 18 de abril e que, este ano, tem como tema “Património e Paisagem Rural”.

O Museu da Horta promove nesse dia, pelas 10h00, a realização de um percurso interpretativo pelo lugar de Santa Cruz, que se diz ter sido o local de desembarque dos primeiros povoadores da ilha do Faial.

A iniciativa, aberta a todos os interessados, vai levar os participantes a visitar esta zona da cidade da Horta, incluindo a Igreja das Angústias, local onde se terá localizado a primeira ermida de Santa Cruz, cais de Santa Cruz e Castelo de Santa Cruz.

Por sua vez, o Museu Francisco Lacerda, em S. Jorge, comemora a data realizando sábado, 13 de abril, entre as 14h00 e as 18h00, uma atividade de pintura ‘in situ’, intitulada “Pintar as Manadas”, sob a responsabilidade do técnico José Pedro Santos.

Esta atividade tem como objetivo apresentar os processos técnicos e materiais aliados à pintura clássica ou académica, norma artística do período de construção e ornamentação da Igreja de Santa Bárbara, partindo da paisagem rural que a rodeia.

Por seu lado, o Museu de Santa Maria, em colaboração com a Ouvidoria de Vila do Porto, vai abrir quarta-feira, 17 de abril, entre as 10h00 e as 17h00, a Ermida de São Pedro Gonçalves, perto do Forte de S. Brás, onde serão realizadas visitas guiadas e será apresentada uma explicação histórica do edifício e do seu valor arquitetónico.

No Museu de Angra do Heroísmo terá lugar, a 18 de abril, pelas 15h00, a iniciativa “45 Minutos de História em Cinco Línguas”.

Esta visita ao Museu parte de peças que integram o acervo da instituição para evidenciar os ciclos económicos que caraterizam diferentes momentos da história do arquipélago e evidenciar os seus reflexos em termos da economia do arquipélago e paisagem da ilha.

A visita pode ser orientada em português, inglês, castelhano, alemão e holandês, devendo os interessados efetuar a inscrição prévia até 17 de abril, através do e-mail museu.angra.agenda@azores.gov.pt.

Por seu turno, o Museu da Graciosa dinamiza, a 18 de abril, pelas 10h00, uma atividade intitulada “À descoberta do Farol da Ponta da Barca”, um roteiro turístico-cultural que tem início no museu, passa pelo Barro Vermelho, inclui a observação de aspetos ligados à paisagem rural do norte da ilha e termina com uma visita ao Farol da Ponta da Barca.

As inscrições devem ser feitas no Museu da Graciosa, através do telefone 295 712 429, até 15 de abril.

A Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, inaugura, a 18 de abril, uma “Mostra Bibliográfica”, que pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 19h00, e, ao sábado, das 14h00 às 19h00.

Em parceria com o Parque Natural das Flores, o museu da mais ocidental ilha dos Açores assinala este Dia Internacional com uma subida ao Pico da Sé, na Fazenda de Santa Cruz, que se realiza a 27 de abril, pelas 9h00, com concentração em Samuel Lopes.

A 24 de abril, o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, vai realizar nos Fenais da Ajuda uma sessão sobre o património arquitetónico.

Numa parceria com a EB1/JI de Fenais da Ajuda, será realizada, de manhã, uma sessão de contextualização da história e origem da Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, que pertencia ao antigo Convento dos Franciscanos.

Na sessão da tarde será desenvolvida pelo Serviço Educativo do Museu a oficina “As Histórias que as casas contam”, onde se vão explorar as histórias e lendas por detrás do património arquitetónico daquela freguesia e que constituem a sua memória coletiva.

Em colaboração com o ICOMOS Portugal, a Direção-Geral do Património Cultural promove a divulgação do tema “Património e Paisagem Rural” com a finalidade de “promover o entendimento das zonas rurais enquanto paisagem e da paisagem enquanto património, estimulando a perceção de territórios em permanente mutação, que acumulam os saberes e as práticas decorrentes de uma vivência continuada, em constante adaptação aos imperativos ambientais, culturais, sociais, políticos e económicos”.

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial