O presidente da Câmara Municipal da Calheta de São Jorge, nos Açores, considerou hoje que o exercício da Proteção Civil veio evidenciar “necessidades e fragilidades” ao nível de equipamentos e do quadro clínico do Centro de Saúde local.
O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) está a realizar o exercício BASALTO 25.1, na ilha de São Jorge, com a simulação de um cenário de aumento da atividade sismovulcânica, com a evacuação preventiva de uma parte da população (papel desempenhado por figurantes), tendo os vários agentes de proteção civil e entidades de atuar para testar a sua capacidade de resposta, coordenação e articulação.
Em declarações à agência Lusa, o autarca da Calheta, que é também o responsável pela proteção civil municipal daquele concelho, destacou a pertinência do exercício, acrescentando que o simulacro vem evidenciar a importância do município da Calheta, e em concreto do seu Centro de Saúde, “como ponto estratégico”, em caso de ocorrência de uma crise sismovulcânica em São Jorge.
Décio Pereira, autarca eleito pelo grupo de Independentes “Dar Vida ao Concelho”, vincou, por isso, a importância de ter “um centro de saúde devidamente equipado”, alegando que aquela unidade continua sem ter “instrumentos que são fundamentais”, o caso de um aparelho para TAC (Tomografia Computorizada).
O autarca referiu que ainda “recentemente o Hospital de Ponta Delgada foi reforçado com 20 novos estagiários”, mas para São Jorge “não chegou nenhum” médico, defendendo um “esforço financeiro” do Governo em ilhas onde não existem hospitais, mas apenas Centros de Saúde.
Nos Açores existem três hospitais localizados nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial.
“Tudo o que se possa fazer para salvaguardar vidas humanas ao nível da proteção civil, de equipamentos e do corpo médico do Centro de Saúde da Calheta, nada disto deve ser posto de lado. Deve é ser reforçado”, vincou Décio Pereira.
Para o autarca da Calheta, é preciso também “acelerar” o processo de construção do novo quartel de bombeiros locais, já que “existe um terreno” para essa edificação, cujo “local é muito próximo do Centro de Saúde”.
Décio Pereira considerou também fundamental que os fundos comunitários possam reforçar a proteção civil dos municípios.
O autarca lembrou a crise sismovulcânica, que afetou a ilha em 2022, durante a qual muitas pessoas abandonaram a ilha, por precaução, assinalando que São Jorge, e incluindo o município da Calheta, têm “um conjunto muito alargado de fajãs”, com habitantes e que atraem “milhares de visitantes”, sobretudo no verão, pelo que existe essa necessidade de a proteção civil municipal “ser cada vez mais reforçada”.