O líder do PS nos Açores, Francisco César, criticou hoje o aumento “exagerado e injusto” do preço do gás e acusou o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) de arrecadar “milhões de euros com os impostos sobre os combustíveis”.
“Este aumento do preço do gás penaliza quem está a tentar investir, mas também irá pesar no orçamento familiar, uma vez que cada garrafa de gás terá um aumento de 5,50 euros”, afirmou o líder da estrutura regional socialista.
Citado numa nota divulgada pelo PS/Açores, o dirigente regional socialista, que visitou hoje a fábrica de queijadas da Graciosa, alertou que as empresas terão “um incremento nos custos com o gás de cerca de 30%”, um valor que “irá pesar” no negócio e na vida dos açorianos.
Salientando ser mais do que justo que os revendedores possam obter a sua margem de lucro, Francisco César acusou, no entanto, o executivo açoriano, liderado por José Manuel Bolieiro, de arrecadar “milhões de euros com os impostos sobre os combustíveis”.
Para o líder regional socialista, trata-se de um aumento “exagerado, desproporcionado e injusto”, já que o Governo Regional podia ter “absorvido parte deste aumento no seu Orçamento”.
Por outro lado, Francisco César reiterou o apelo ao Governo Regional para que “pague o que deve às empresas”.
“Se não o faz é porque a situação financeira da região é pior do que aquilo que diziam, ou porque, pura e simplesmente por incompetência, não conseguem ter as receitas que são necessárias”, considerou.
“Este Governo Regional do PSD/CDS-PP/PPM, tendo quatro anos de exercício, parece paralisado, sem novas ideias, e velho”, sustentou o socialista.
Em 27 de dezembro o Governo Regional justificou o aumento do preço dos gases de petróleo liquefeitos, a partir de janeiro, com a adoção de uma nova fórmula de cálculo, por recomendação do Tribunal de Contas e pressão dos distribuidores.
O preço do gás butano nos Açores registou aumentos entre os 7,8 e os 78 cêntimos por quilo, em janeiro.
Segundo a tutela, a nova fórmula, sustentada por um estudo técnico realizado por um consultor externo, “passa a ter o custo do produto atualizado mensalmente de acordo com cotações internacionais, tal como se verifica nos restantes combustíveis”.
O aumento dos preços resulta ainda da “atualização à inflação das restantes componentes da fórmula de cálculo do preço máximo de venda ao público, que se mantinham inalteradas há mais de uma dezena de anos”, explicou o executivo.
Uma garrafa normal de gás butano está a custar 23,77 euros, mais 5,47 euros do que em dezembro.
“Este valor fica, ainda assim, cerca de cinco euros abaixo do valor praticado na Região Autónoma da Madeira (28,73 euros) e cerca de 10 euros abaixo do valor praticado no continente (33,16 euros)”, salientou o executivo, de acordo com a nota divulgada no final do ano.