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As mudanças produzidas ou catalisadas pela pandemia foram enormes, em particular no Retalho, setor que devido às restrições sanitárias e à mudança dos hábitos dos consumidores acabou por se ver obrigado a acelerar a sua transformação digital e adotar novas formas de servir o cliente em loja física.

Isto acaba por estar bem patente no último relatório sobre economia digital em 2020 divulgado pela ACEPI – Associação Economia Digital, que concluiu que o comercio eletrónico (e-commerce) em Portugal ultrapassou os 103 mil milhões de euros no final do ano passado fruto, essencialmente, de dois fatores: o aumento do número de consumidores que viu no online uma forma cómoda e segura de comprar aquilo de que necessita e do crescimento do número de empresas portuguesas que passaram a vender online de forma exclusiva ou em articulação com lojas físicas (figital).

O e-commerce é, se sombra de dúvidas, uma das tendências crescentes no seio do Retalho, mas existem outras. Venha conhecê-las.

5 grandes tendências no Retalho

Pagamentos Online

Como referimos, a pandemia acabou por aumentar o ritmo de digitalização das empresas do setor do Retalho refletindo-se isso, necessariamente, numa tendência crescente da procura por meios de pagamentos online que não só agilizem o processo de checkout (finalização de compra), como se enquadrem nos novos hábitos dos consumidores que, entre outras coisas, se caracterizam por privilegiar os pagamentos através de carteiras móveis, como o MB WAY.

Neste campo, há uma solução que tem dado que falar: o REDUNIQ@Payments. Criado pela REDUNIQ, especialista no desenvolvimento de meios de pagamento, esta solução pronta a usarvem simplificar todo o processo de pagamentos à distância em termos de tempo e custos, mesmo que não tenha um site e venda através dos marketplaces.

Para além de não necessitar de integração, esta solução vem permitir que as lojas online ou marketplaces recebam pagamentos por WhatsApp, e-mail, SMS, por cartão Multibanco, Visa e Mastercard, por referência Multibanco ou MB WAY e, consequentemente, captem mais clientes.

Cashierless (lojas sem caixas)

A necessidade de diminuir os contactos físicos levou a que alguns dos maiores retalhistas portugueses e mundiais tenham inaugurado as suas primeiras lojas 100% cashierless (sem caixas).

Esse foi o caso da SONAE e da sua loja Continente Labs em que o consumidor só tem de entrar, passar o código QR da App Cartão Continente no leitor, levar os produtos consigo e sair. Isto só é possível porque esta loja é suportada por algoritmos de machine vision e sensores de prateleira que detetam todas as interações dos clientes com as prateleiras.

A exemplo da SONAE, também o Pingo Doce já abriu a sua primeira loja sem caixas, mas ao contrário do Continente Labs, esta está centrada no self scanning, ou seja, os clientes utilizam o seu telemóvel para fazer o scanner dos artigos que levam e podem fazer o pagamento no final da compra com o seu smartphone.

Figital (integração entre as lojas físicas e digitais) e estratégias omnichannel

Tal como faladona introdução a este artigo, fruto das muitas restrições de funcionamento a que estiveram sujeitas durante os períodos de confinamento, muitos retalhistas optaram por articular as suas lojas físicas com as suas plataformas online.

Isto deu origem ao nascimento de um novo conceito, o “figital” que, assim, vai ao encontro de uma tendência verificada e sublinhada por vários estudos que nos diz que a grande maioria dos consumidores procura vários canais antes de comprar e que muitas vezes acedem aos catálogos de produtos online para concretizarem a sua compra na loja física.

De forma estreita, o figital liga-se ao omnichannel, conceito que advoga uma presença, face ao paradigma saído da pandemia, dos retalhistas em vários canais de vendas, sejam online ou offline, simultaneamente.

Marketplaces

Dentro das novas tendências do retalho num cenário pós-pandémico, não podemos passar em claro o aumento expressivo da procura por marketplaces.

Segundo o “Top 100 Cross-Border Marketplaces Europe”, relatório da autoria do Cross-Border Commerce Europe, plataforma europeia que monitoriza o desenvolvimento do comércio eletrónico transfronteiriço na Europa, os marketplaces registaram, em resultado da pandemia de Covid-19, um crescimento de 37,5% tendo atingido um volume de 115,4 mil milhões de euros transacionados, ou seja, 58% do volume total (198,5 mil milhões de euros) de bens e serviços comprados e vendidos através do canal online.

Menos onerosos do ponto de vista técnico, burocrático e logístico, os marketplaces tendem a ser a escolha de quem, não tendo escala que justifique a criação de uma plataforma de venda online de raiz, quer colocar os seus produtos ou serviços à venda da forma mais simples e rápida possível.

Sustentabilidade

Para além da aceleração da transformação digital, é inevitável que entre as novas tendências para o setor do Retalho esteja à procura da sustentabilidade de modo a fazer face às exigências de um consumidor cada vez mais consciente para as questões ambientais.

Por exemplo, de forma a tranquilizar os consumidores e ajudá-los a lidar com as várias reivindicações de sustentabilidade, várias empresas estão a propor sistemas de eco pontuação, como é o caso da iniciativa francesa Eco-Score.

Na prática, o Eco-Score lista os produtos de A (baixo) a E (alto) de acordo com o seu impacto ambiental informando, assim, os consumidores sobre o impacto das suas escolhas alimentares e orienta-os para um consumo individual responsável.

Para além deste sistema de eco pontuação, o comprometimento dos retalhistas com o objetivo da sustentabilidade passa ainda por uma oferta, essencialmente, de cariz local contribuindo para o enriquecimento das comunidades onde estão inseridos. Esse é o caso da sul-africana Pick and Pay, retalhista que vende leguminosas congeladas que são cultivadas localmente por agricultores a quem a empresa deu apoio e formação. Desta forma, este retalhista não só oferece produtos de qualidade cultivados localmente, como ainda cria empregos para a comunidade onde está inserida, o que acaba por promover a economia circular, um dos pilares da sustentabilidade.

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