O BE acusou o Governo Regional dos Açores de “continuar a esconder” os detalhes da formação do preço dos combustíveis, apesar de uma resolução aprovada na Assembleia Legislativa Regional recomendar a sua publicação mensal.

O líder do BE/Açores e deputado regional, António Lima, que falava em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, referiu que “caso o Governo [Regional] continue a esconder esta informação, o Bloco de Esquerda vai levar ao parlamento, este mês, uma proposta para que a publicação mensal e discriminada dos dados de formação do preço dos combustíveis, incluindo os impostos, passe a ser obrigatória por lei”.

De acordo com o dirigente bloquista, “enquanto a nível nacional qualquer cidadão pode consultar no ‘site’ do regulador a discriminação exata de cada cêntimo pago no combustível, nos Açores a opacidade é absoluta”.

“Não se conhece oficialmente rigorosamente nada”, lamenta António Lima, que acusa o Governo [Regional] de “não publicar estes dados com o objetivo de gerir os preços ‘a seu bel-prazer’, passando a ideia de que está a fazer tudo o que pode”.

O BE/Açores refere que os dados recolhidos pelo partido junto de revendedores de combustível, a partir da informação que recebem da administração pública, “contrariam frontalmente esta narrativa”.

A força política diz que “os dados demonstram que, no pico da crise dos combustíveis de 2022, provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, o Governo [Regional] fixou a taxa de ISP do gasóleo em menos de metade do que acontece atualmente, e na gasolina em menos 17,5 cêntimos do que atualmente”.

O coordenador do BE/Açores defende que o Governo [Regional] “deve implementar medidas imediatas e concretas para aliviar as famílias e as empresas no custo com combustíveis, com uma redução adicional de 10 cêntimos no ISP do gasóleo e de três cêntimos no ISP da gasolina, dando cumprimento à resolução do Bloco que foi aprovada no parlamento em maio”.

António Lima considerou que a escalada dos preços dos combustíveis “tem um impacto devastador na vida das famílias açorianas”, quer pelo aumento direto do preço na bomba de gasolina, quer pelo impacto indireto no aumento generalizado do custo de produtos e serviços.

“A autonomia serve precisamente para responder às crises: permite uma intervenção firme para baixar o preço dos combustíveis, aliviar as famílias e travar a espiral inflacionista”, concluiu.

 

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