A Região Autónoma dos Açores registou, em agosto, o crescimento mensal mais elevado do valor mediano da avaliação bancária dos apartamentos, com uma subida de 2,9% face a julho, enquanto a variação homóloga atingiu 22,4%, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A evolução registada nos Açores ocorreu num contexto de aumento generalizado das avaliações bancárias dos apartamentos em Portugal, cujo valor mediano cresceu 17% em relação a agosto de 2025 e 1,1% face ao mês anterior.
No conjunto do país, o valor mediano da avaliação bancária da habitação atingiu um novo máximo histórico, fixando-se em 2.254 euros por metro quadrado, mais 14 euros do que em julho e 14,7% acima do valor registado no mesmo mês do ano passado.
Apesar da subida homóloga, o crescimento nacional desacelerou face a julho, quando tinha sido de 15,2%. Em termos mensais, a variação foi de 0,6%.
Nos apartamentos, os Açores apresentaram a maior subida mensal entre as regiões analisadas, enquanto o Alentejo foi a única região a registar uma descida, de 0,4%.
Nenhuma região registou uma redução homóloga no valor de avaliação dos apartamentos, tendo os Açores apresentado o crescimento mais significativo, de 22,4%.
A nível nacional, o valor mediano de avaliação dos apartamentos fixou-se em 2.655 euros por metro quadrado. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa, com 3.487 euros, e no Algarve, com 3.010 euros. O Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos, com 1.750 e 1.771 euros por metro quadrado, respetivamente.
No caso das moradias, o valor mediano da avaliação bancária atingiu 1.610 euros por metro quadrado, traduzindo um aumento homólogo de 12,6% e uma subida mensal de 0,2%.
A Madeira registou o crescimento homólogo mais elevado nas moradias, com 23,1%, enquanto o aumento mensal mais expressivo ocorreu também naquela região, com 6,6%. A descida mais acentuada face a julho verificou-se no Algarve, com menos 2,7%.
Para o cálculo dos valores de agosto, o INE considerou 32.650 avaliações bancárias, das quais 20.198 relativas a apartamentos e 12.452 a moradias. O número total de avaliações aumentou 3,1% em termos homólogos, mas diminuiu 4,1% face a julho, correspondendo a menos 1.403 avaliações.
Entre os apartamentos, as tipologias T1, T2 e T3 representaram 93,3% das avaliações realizadas. O valor mediano dos T1 aumentou 26 euros, para 3.369 euros por metro quadrado, enquanto os T2 subiram 27 euros, para 2.738 euros, e os T3 cresceram 18 euros, para 2.273 euros.
Nas moradias, as tipologias T2, T3 e T4 concentraram 87,7% das avaliações. O valor mediano dos T2 aumentou 13 euros, para 1.625 euros por metro quadrado, e o dos T3 subiu 11 euros, para 1.576 euros. Já os T4 registaram uma redução de 20 euros, para 1.635 euros por metro quadrado.
Por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal mantiveram os valores de avaliação mais elevados face à mediana nacional, enquanto o Alto Alentejo, a Beira Baixa e o Alto Tâmega e Barroso apresentaram os valores mais baixos.
O indicador do INE considera os imóveis com uma área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados que tenham sido objeto de avaliação no âmbito de pedidos de crédito para aquisição de habitação.






















