O presidente do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, inaugurou hoje uma obra que tem uma dupla função na ilha Graciosa, por proteger a orla costeira da erosão e evitar o deslizamento de um talude de estrada.

A empreitada da segunda fase da proteção e estabilização costeira da falésia dos Fenais e Ventosa, na freguesia de São Mateus, que visa reforçar a segurança das populações e das infraestruturas localizadas em zonas vulneráveis a fenómenos erosivos, representou um investimento global de 519 mil euros.

Segundo o presidente do Governo Regional, trata-se de uma obra “muito relevante porque ela conjuga dois elementos que é típico em ilhas”: a necessidade de proteção de uma orla costeira em risco de erosão e do risco de deslizamento do talude que serve uma estrada regional.

“E, portanto, ela é muito importante na dimensão em que foi feita porque corresponde a uma zona mais frágil”, disse aos jornalistas.

José Manuel Bolieiro acrescentou que existe outro tipo de proteção da erosão da orla costeira, designadamente com a colocação de pedra, mas, neste caso, foi construído um muro de suporte em betão “para garantir que não haja um deslizamento de talude que ponha em risco, depois, a futura circulação na estrada que aqui passa por cima”.

O governante assumiu tratar-se de “um investimento significativo no seu montante, mas, sobretudo, na sua função”, porque a obra realizada “controla a proteção da erosão da orla costeira e o deslizamento de um talude que serve uma estrada regional”.

Dados disponibilizados pelo Governo Regional dos Açores indicam que foi realizada uma intervenção em cerca de 160 metros de orla costeira.

No âmbito da empreitada foi construído “um muro em betão ciclópico (mistura de betão convencional e grandes pedras), destinado à proteção e contenção do terreno”.

Foi também efetuada uma melhoria das condições de drenagem da via rodoviária sobrejacente e construído um “descarregador de águas pluviais, permitindo o encaminhamento controlado do escoamento para a base do talude e mitigando a ação erosiva da água”.

A intervenção enquadra-se no compromisso do programa do Governo dos Açores de “continuar o processo de proteção da orla costeira em todas as ilhas” e integra a estratégia regional de adaptação aos efeitos das alterações climáticas e de reforço da resiliência do território.

A primeira fase da obra incidiu na proteção da base do talude e incluiu “a construção de uma proteção em enrocamento, aderente a um muro cortina em betão”, indicou.

Segundo o Estatuto dos Açores, o Governo Regional tem de visitar cada uma das ilhas do arquipélago pelo menos uma vez por ano, com a obrigação de reunir o Conselho do Governo na ilha visitada.

 

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