O presidente do Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) disse hoje que a região destinou 150,3 milhões de euros (ME) do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a área das empresas e da competitividade.
“O PRR não pode ser visto apenas como um programa de despesa pública ou de execução de obras”, afirmou José Manuel Boleiro na inauguração de uma nova superfície comercial em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
Segundo uma nota de imprensa do executivo açoriano de coligação, o governante aproveitou o momento para destacar a componente empresarial do PRR, defendendo que o programa “deve ser analisado para além dos investimentos públicos em infraestruturas e obras”.
Segundo os números apresentados, “foram mobilizados 150,3 milhões de euros na área das empresas e competitividade, com uma parte dos investimentos direcionada para aumentar a capacidade das empresas açorianas para crescer, inovar e competir”.
No âmbito da Capacitação Digital e Transformação das Empresas foram apoiadas 1.101 empresas açorianas e 63 receberam apoio através de instrumentos de capital participativo. Outras 50 foram apoiadas através do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade, adiantou.
José Manuel Bolieiro recordou, ainda, a mobilização de instrumentos de capital de risco e o reforço de infraestruturas ligadas ao ecossistema regional de inovação, dando como exemplos o TERINOV, na ilha Terceira, e o NONAGON, em São Miguel.
De acordo com a nota, o presidente do Governo dos Açores também referiu que as intenções de investimento apresentadas por empreendedores no âmbito dos instrumentos financiados e geridos pela região “já superam os mil milhões de euros”, indicador que associou à “confiança dos empresários” na economia açoriana.
O executivo açoriano garantiu que assegurou o cumprimento integral do PRR na região, com um total de 918 milhões de euros investidos, mais 221 milhões do que estava inicialmente previsto.
“Ultrapassámos claramente os valores iniciais. Como é sabido, tínhamos 580 milhões de gestão da região e 117 milhões de gestão nacional, as chamadas agendas mobilizadoras. Na verdade, a execução regional foi de 725 [milhões de euros] e as agendas mobilizadoras foram mais do que ultrapassadas, com 193 milhões captados pelo tecido empresarial dos Açores de avisos nacionais”, afirmou, no dia 31 de agosto, o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas.
Hoje, o líder do Governo Regional também referiu que o indicador de atividade económica mantém “uma evolução positiva há 61 meses consecutivos” e os rendimentos têm igualmente registado uma evolução positiva.
“A remuneração bruta total média mensal por trabalhador nos Açores passou de 1.306 euros, em junho de 2020, para 1.809 euros em junho de 2026, uma diferença superior a 500 euros e correspondente a um aumento próximo dos 39%”, lê-se.
No mercado de trabalho, Bolieiro destacou uma taxa de desemprego de 5%, abaixo da registada no conjunto do país, e indicou que, em agosto, estavam inscritos nos serviços públicos de emprego dos Açores 3.690 desempregados, número que “não era tão baixo desde outubro de 2008, quando estavam registadas 3.626 pessoas”.
Apesar destes indicadores, reconheceu que as famílias “continuam confrontadas com o aumento do custo de vida”, apontando fatores externos como a guerra, a conjuntura internacional e o peso dos preços da energia e dos combustíveis nos custos de produção.
O executivo está atento a estes desafios e defendeu respostas “através de políticas públicas financeiramente sustentáveis, sem deixar de promover investimento, emprego, aumento dos rendimentos e competitividade das empresas”.
Bolieiro também destacou o papel do investimento privado na criação de emprego, na diversificação da economia e na valorização dos produtos regionais.
Na inauguração da loja Pingo Doce em Angra do Heroísmo, além do líder do Governo dos Açores estiveram presentes, entre outros, o vice-presidente do executivo regional, Artur Lima, o presidente do conselho de administração do Grupo Finançor, José Manuel Almeida Braz, o presidente executivo do Grupo Finançor, Romão Braz, e o presidente do conselho de administração do grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos.






















