Joaquim Machado, Deputado do PSD/Açores ALRAA

Muito se fala da necessidade de fixar população nos Açores, de atrair casais jovens e de inverter a preocupante quebra da natalidade, mas há uma questão prática que continua demasiadas vezes esquecida, saber quem ajuda as famílias a compatibilizar os horários de trabalho com os compromissos escolares dos seus filhos.

Muitos pais iniciam a atividade profissional cedo e terminam depois das 18 horas e, sabemos, os horários escolares nem sempre acompanham essa realidade, obrigando o uso de serviços privados que representam custos adicionais.

Embora a educação seja uma responsabilidade partilhada por várias entidades, os municípios podem e devem investir mais no Pré-Escolar e no 1.º Ciclo, precisamente onde as necessidades de acompanhamento das crianças são maiores.

Existem bons exemplos que podem ser seguidos. Em Mogadouro, o município financia respostas que permitem a abertura das escolas às 7 horas e o seu encerramento até às 20 horas, quando as necessidades das famílias o justificam, suportando ainda os encargos da alimentação. É um investimento social inteligente, que responde às exigências da vida moderna e oferece tranquilidade aos pais.

Nos Açores, onde o problema demográfico assume uma acuidade particular, este tipo de apoio deve ser visto como investimento estratégico para a fixação de população, a atração de famílias jovens, a igualdade de oportunidades e a qualidade de vida.

Se Mogadouro, no interior de Portugal, já o faz, por que não os municípios açorianos? Quando os recursos são insuficientes as prioridades têm de ser absolutamente rigorosas.

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