Autor: PM | Foto: Auto Açoreana Racing

Rúben Rodrigues reforçou a liderança do Campeonato de Portugal de Ralis após vencer o Rali da Água, passando a dispor de 33 pontos de vantagem sobre Pedro Almeida, quando faltam apenas três provas para o final da temporada.

O piloto soma agora 125 pontos, contra os 92 de Pedro Almeida, que ocupa a segunda posição. Ricardo Teodósio subiu ao terceiro lugar, com 75 pontos, enquanto o abandono de Armindo Araújo no Rali da Água deixou o campeão português numa posição mais complicada, apesar de ainda manter possibilidades matemáticas de chegar ao título.

Na prova transmontana, Rúben Rodrigues conquistou os 25 pontos correspondentes à vitória, mas não conseguiu acrescentar qualquer ponto na Power Stage. Pedro Almeida somou 12 pontos, enquanto Ricardo Teodósio, segundo classificado no rali, arrecadou 21 pontos, incluindo um na Power Stage.

José Pedro Fontes foi outro dos pilotos em destaque na distribuição de pontos, ao somar 17, dos quais três resultaram da vitória na Power Stage.

Com três provas ainda por disputar — Rallye Casinos do Algarve, Rally Six Cities North of Portugal e Rallye Vidreiro Centro de Portugal — estão disponíveis 84 pontos, uma vez que cada prova pode atribuir um máximo de 28.

As contas do campeonato são, contudo, condicionadas pelo regulamento, que determina que apenas são considerados os sete melhores resultados das oito provas previstas, obrigando cada piloto a retirar o seu pior resultado no final da temporada.

Rúben Rodrigues parte para a fase decisiva com cinco resultados pontuáveis de 25, 27, 28, 20 e 25 pontos. O resultado mais baixo é atualmente o segundo lugar obtido na Madeira, que lhe valeu 20 pontos.

Mesmo que Pedro Almeida consiga vencer as três provas que faltam e conquistar também as respetivas Power Stages, o piloto chegará, no máximo, aos 164 pontos depois de aplicado o descarte previsto no regulamento.

Assim, Rúben Rodrigues necessita de alcançar os 165 pontos para garantir matematicamente o campeonato sem depender de critérios de desempate. Na prática, terá de conquistar mais 40 pontos líquidos, já considerando a substituição do seu pior resultado.

O líder poderá, por isso, assegurar o título sem vencer nenhuma das três provas restantes, desde que mantenha um nível elevado de regularidade. Duas segundas posições, uma vitória acompanhada de um terceiro lugar ou duas vitórias são alguns dos cenários que lhe permitem fechar as contas.

Pedro Almeida continua a ser o principal perseguidor, mas deixou de depender exclusivamente dos próprios resultados. Caso ambos substituam os seus piores resultados, a diferença efetiva entre os dois reduz-se para 25 pontos, obrigando o piloto a recuperar pelo menos mais 26 pontos do que Rúben Rodrigues nas três últimas provas para ultrapassar o líder sem recurso a desempates.

Armindo Araújo, com 67 pontos, ainda pode matematicamente chegar ao título, mas o abandono no Rali da Água agravou significativamente a sua situação. Mesmo vencendo as três provas restantes e somando todos os pontos disponíveis, poderá atingir apenas 151 pontos, o que o obriga a recuperar 59 pontos para Rúben Rodrigues.

Também Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes continuam com possibilidades matemáticas, embora mais reduzidas. Ambos podem chegar aos 149 pontos, mas necessitam de uma reta final praticamente perfeita e de uma quebra significativa do atual líder.

Pedro Meireles, com 63 pontos, poderá atingir um máximo de 137, enquanto Gonçalo Henriques, atualmente com 45, poderá chegar aos 129. Guilherme Meireles, com 35 pontos e um máximo possível de 119, já não tem possibilidade matemática de alcançar Rúben Rodrigues.

Apesar de sete pilotos ainda permanecerem matematicamente na corrida pelo título, a disputa está essencialmente concentrada nos dois primeiros classificados. Rúben Rodrigues dispõe de uma vantagem confortável e pode gerir a reta final do campeonato, enquanto Pedro Almeida terá de assumir uma postura mais ofensiva para tentar recuperar a diferença nas três provas decisivas.

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