O projeto Terra Incógnita decorre, este ano, em outubro e novembro, em três ilhas dos Açores, juntando músicos contemporâneos e bandas filarmónicas, que desenvolvem uma residência apresentada durante um trilho na natureza, revelou hoje a organização.
“Ao longo de três momentos, artistas convidados desenvolvem residências artísticas em colaboração com bandas filarmónicas locais, num processo de criação que culmina numa apresentação pública integrada no próprio território”, adiantou a Associação Cultural Plutão Camaleão, em comunicado.
O projeto, criado em 2021, no âmbito do Connecting Dots do Programa Cultura EEA Grants 2014-2021, regressa pelo sexto ano consecutivo com uma edição dividida por três ilhas: São Miguel, Flores e Graciosa.
Este ano, para além do habitual trilho sonorizado e de uma conversa com os artistas, é promovido um “momento gastronómico protagonizado por projetos locais e uma proposta de artistas ou projetos de cada ilha”.
“Assinalando os 50 anos da autonomia dos Açores, o projeto cruza artistas contemporâneos e filarmónicas nos trilhos naturais, transformando a paisagem em palco e espaço de diálogo entre tradição e novas linguagens. O Terra Incógnita celebra a identidade, a diversidade e o património açoriano, convidando diferentes gerações a caminhar pelos caminhos da autonomia”, salienta a organização.
A edição deste ano arranca no dia 10 de outubro, na ilha de São Miguel, onde o artista Artur Carvalho estará em residência com a Filarmónica Minerva de Ginetes.
Segue para a ilha das Flores, no dia 25 de outubro, com uma residência da artista galega Carme López com a Filarmónica União Operária e Cultural Nossa Senhora dos Remédios.
O projeto termina no dia 15 de novembro, na ilha Graciosa, onde a pianista Joana Gama desenvolverá uma residência com a Filarmónica Recreio dos Artistas.
Nas três ilhas, o público é convidado a participar num trilho sonorizado, seguindo-se a apresentação da residência e uma “Conversa Incógnita” com os artistas envolvidos.
Em São Miguel, o programa inclui ainda um piquenique proporcionado pelo projeto Terra Fogo e uma performance e oficina, que junta o artista Rubén Monfort e um dos elementos das Despensas de Rabo de Peixe, uma tradição cultural e religiosa associada às festas do Divino Espírito Santo.
Na ilha das Flores, o momento gastronómico estará a cargo do projeto Piqueniques ao Entardecer, do cozinheiro Diogo Cerqueira, e a dimensão artística local será assegurada pelo coro feminino Cantarilhas, convidado a criar um concerto especialmente pensado para este momento.
Já na ilha Graciosa, o encontro termina à mesa, com o projeto 3 Marias, e com um momento musical apresentado pelo grupo graciosense ComCordas.
O Terra Incógnita conta com o apoio do Fundo de Fomento Cultural, do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e da Direção-Geral das Artes.






















