“É para garantir sucesso nas aprendizagens e a universalidade no acesso à educação que se estrutura a rede pública de ensino (privada e cooperativa, também) e que professores e pessoal discente trabalham empenhadamente. Mas subsistem muitas enfermidades no processo educativo, para além do insucesso e do abandono escolar precoce.
(…) Nos últimos dez anos o número de alunos carenciados cresceu 36 por cento, de 18.800 alunos para 26.600. Tais dados confirmam a degradação social verificada no mesmo período nas nossas ilhas, pois, entretanto, não se verificou qualquer alteração com sentido
restritivo da legislação de suporte àqueles apoios.
Anualmente mais de 600 professores são contratados, mantendo-se um elevado nível de precariedade nesta área profissional. Muitos destes professores servem há anos fio a rede pública de ensino dos Açores, pela simples circunstância de o Governo Regional teimar em não fazer uma inventariação objetiva e transparente das necessidades permanentes do sistema.
Consequentemente não procede à correspondente abertura de vagas.
Aliás, em matéria de novos ingressos nos quadros de escola, inexplicavelmente o PS e o
Governo Regional mudaram a periodicidade dos concursos de anual para quadrienal. (…)
Acabam aqui os problemas da educação? Claro que não. O estatuto da carreira docente consagra mais deveres do que direitos e define uma estrutura desigual e pouco estimulante.
Além disso, a formação inicial e contínua de professores está votada ao abandono.”
Assim eram os Açores em 2016.






















