Apocalítico? Nem por isso. A secularidade da “lei da rolha” tem contextos épicos – “com a nova lei da imprensa agente não pode dizer o que pensa” – sendo que o anacrónico da questão são os meios, presciência, um tanto ou quanto de justiça… de justiças, a melhor dizer, na recuperação do conceito de property-owning democracy. Não sendo de autoria própria, mas polemizado o conceito, John Rawls, enfatiza a “democracia de proprietários”.

Trata-se, pois da estratosfera dos oligarcas e tal como aqui abordado, nesta tribuna. O círculo dos próceres, um ecossistema bastante diverso e adverso porquanto as análises irreais e académicas do domínio das ciências que ampliam a história no seu princípio ao invés do seu fim, ainda hoje servem as narrativas imbatíveis, muito mais eficientes do que as da rolha.

Fez 100 anos a “lei da rolha” e este verso é esclarecedor e prospetivo; “Com a nova lei da imprensa agente não pode dizer o que pensa”. Hoje somos livres, principalmente se formos criativos, mais criativos do que os novos extremistas, assim como foram os trovadores e jograis e o intervencionismo ulterior. Se capitalizarmos os meios tecnológicos disponíveis ultrapassaremos o desconhecimento que faltou ao contraditório aos crimes contra a humanidade ‘inclusiva’ durante os colonialismos, por exemplo.

Mais próximo e moderado, o Chega em 2019 é o primeiro partido de direita radical a atingir o Parlamento de Portugal no pós-25 de Abril, que ao contrário de outros fundamentos totalitários, a auréola do Chega não se consubstancia em crises, económica, migratória, política ou mesmo reformista… cuidado, mas ao génio de um venturoso, dramatis personae.

Antes que se distraiam submetidos à extravagância da ópera, ressentidos, qual Fenix. A líder do governo japonês, Sanai Takaichi é uma indefetível seguidora do Imperador. Só deixou de prestar homenagem aos criminosos de crimes contra a humanidade, no Santuário Yasukuni, desde que se tornou primeira-ministra do país do sol nascente.

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