50 anos separam estas fotos, as a preto e branco correspondem à instalação da Assembleia Regional dos Açores em 4 de Setembro de 1976, e hoje as a cores referem-se à celebração oficial dos 50 anos da agora redominada Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

No primeiro momento estiveram presentes o Presidente da República, o Presidente da Assembleia da República, o Primeiro Ministro, os Líderes Nacionais do PS e do PSD, membros destacados da Constituinte, incluindo, por exemplo o Jaime Gama, Mota Amaral e Américo Nataliano Viveiros, presentes ainda altos responsáveis do Movimento das Forças Armadas, incluindo o Ministro da República a que acrescem as forças vivas, os políticos regionais e os eleitos pelo povo.

Foi um momento em que ainda subsistiam muitas desconfianças do poder central em relação às Autonomias Constitucionais, mas também com políticos nacionais a acreditarem nesta solução para o “problema dos AÇORES”, enquanto do lado dos Açores era um tempo novo e de grande esperança.

Nesta celebração dos 50 anos da Autonomia Constitucional dos Açores, realizada no seu órgão máximo, estiveram presentes o Presidente da Assembleia da República, os Presidentes da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e do Governo dos Açores, deputados regionais e nacionais, membros do Governo Regional, alguns antigos Presidentes do Parlamento dos Açores, alguns ex-Presidentes do Governo dos Açores, o Representante da República, antigos deputados da Assembleia Regional dos Açores e da Assembleia Legislativa da RAA, viúvas de antigos Presidentes do Parlamento e do Governo dos Açores e representantes da Igreja, dos Parceiros Sociais, do Poder Local, das Forças Armadas e de segurança, a Magnífica Reitora, um magnífico coro e algumas pessoas na galeria, com especial destaque para o Presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores e a Presidente da Casa dos Açores em Lisboa, instituição que, em março de 2027, faz a bonita idade de 100 anos.

É significativa a diferença da representação do Estado, dos partidos e das Forças Armadas na ALRAA, neste 4 de setembro de 2026. Isto não retira a dignidade de que se revestiu esta celebração dos 50 anos da Autonomia Constitucional dos Açores, nem o empenhamento que o Presidente da ALRAA colocou para que esta celebração se revestisse de elevação e significasse um compromisso do Parlamento Regional com o Povo Açoriano.

Mas tenho fundadas dúvidas, não obstante as palavras e intenções, que me pareceram sinceras, do Presidente da Assembleia da República, de que o poder central assuma, de forma clara e solidária, as suas responsabilidades para com a Autonomia dos Açores, o que, para além de injusto, é um ato de falta de inteligência.

Da nossa parte (Açores), o rigor, o aproveitamento máximo dos recursos e oportunidades para reforçarmos a sustentabilidade e o desenvolvimento dos Açores devem ser uma exigência diária dos Órgãos Próprios de Governo dos Açores e de todos nós.

Se assim não for, vamos continuar a depender, em grande medida, da “ajuda” externa e de mão estendida.

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