O hospital de Ponta Delgada, nos Açores, foi reforçado com um robô cirúrgico que deverá começar a funcionar em novembro, num investimento de 2,9 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi hoje revelado.
“É o passo seguinte que nos faltava em termos de diferenciação em equipamentos cirúrgicos. A cirurgia robótica não é propriamente um brinquedo. É um avanço tecnológico”, afirmou à comunicação social o gestor do projeto de operacionalização do robô cirúrgico de quinta geração no Hospital Divino Espírito Santo (HDES), Luís Bernardo.
Segundo o médico-cirurgião, o equipamento apresentado hoje “traz uma sequência de benefícios que não podem ser desprezados” ao permitir o “melhor de dois mundos”: a “capacidade imersiva” com o “menor dano para o doente”.
“O cirurgião quando faz uma cirurgia convencional aberta tem uma excelente visão do que faz e quando faz uma cirurgia minimamente evasiva provoca o menor dano possível ao doente. A cirurgia robótica conjuga as duas coisas”, explicou Luís Bernardo.

O responsável pelo projeto realçou ainda que o equipamento permitirá reduzir as “complicações cirúrgicas” e o tempo de estadia no hospital.
“Abre um leque de possibilidades que eram impossíveis até agora como a possibilidade de estarmos a fazer uma cirurgia em tempo real com o apoio de alguém ainda mais diferenciado do que nós, que tem acesso de forma encriptada à mesma cirurgia e que nos pode ajudar em tempo real”, reforçou.
A primeira cirurgia com recurso ao robô deverá acontecer no “início de novembro”, após a formação dos profissionais (que vai decorrer durante os próximo dois meses), tratando-se de um equipamento certificado para uso em adultos e crianças.
“Numa fase inicial, vai ser utilizado em otorrino, urologia, cirurgia geral e ginecologia. Depois, conforme as especialidades forem necessitando, vai-se aplicando a sua utilização dentro do que está certificado”, detalhou.

Na sessão, o presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, destacou o cumprimento de mais um marco e meta do PRR e considerou que o novo equipamento representa um “pequeno sonho tornado realidade”.
“Estamos perante o primeiro robô cirúrgico de quinta geração em Portugal. Hoje é essa condição pioneira que o HDES apresenta”, realçou.
O equipamento foi instalado na sala cirúrgica do antigo bloco de partos que foi desativado após o incêndio no HDES, em 04 de maio de 2024.






















