Joaquim Machado, Deputado do PSD/Açores ALRAA

O turismo está em crise, dizem os especialistas, que os há e muitos. Há oito meses que hóspedes e dormidas ficam aquém do verificado em 2025, ano de todos os recordes. Fosse o setor um atleta e teria de superar o seu próprio recorde cada vez que corresse, para não entrar em declínio, ou em crise, como dizem os tais entendidos. Malgrado a crise, feitas as contas, de janeiro a junho, são mais 606 dormidas por dia do que em 2024! Obviamente, dispenso-me de comparar qualquer número com os verificados durante toda a governação socialista.

Estranhamente, ninguém fala nas receitas, que são as maiores de sempre. Se calhar, digo eu, pouco interessa quanto lucramos.

Para resumir com simpatia, fico-me pela curiosidade dos protestos.

Sintomaticamente. Uma das almas sensíveis a esta e outras “crises”, reclama turismo com “ligações regulares” e “preços competitivos”. A piada faz-se sozinha, tratando-se do cavalheiro que mais se vangloriou de eliminar o teto máximo no preço das viagens aéreas, qual sinal ao mercado, agora regressado ao modo de duas companhias regulares. No mínimo, estamos perante a metáfora do martelo, tanto serve para construir como para destruir.

Para não ficar só um acólito do cavalheiro também se pôs em campo a exigir mais companhias aéreas – pois, eram quatro em 2019 e hoje são 17. Mas aritmética não é o forte desta gente.

E para reforço do delírio, a trupe reclama ainda trabalhadores especializados. Desta vez a intenção é séria e cândida. O problema é que o desemprego da era socialista deu lugar à falta de mão-de-obra e ao maior emprego de sempre…

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