O Chega/Açores pediu hoje uma investigação sobre o alegado acesso a dados pessoais de deputados e funcionários do partido e exigiu respostas do Governo Regional acerca da situação que já foi comunicada às “instâncias competentes”.
“O Chega/Açores teve conhecimento de alegados acessos e consultas de dados pessoais de deputados do partido, membros do respetivo gabinete parlamentar e seus familiares, através dos sistemas informáticos utilizados pelos serviços da Segurança Social na região”, referiu o partido em nota de imprensa.
No comunicado, o Chega/Açores adiantou que a denúncia surgiu por parte de uma “pessoa externa aos serviços da Segurança Social” e defendeu uma “averiguação aprofundada e o cabal esclarecimento dos factos”.
“O grupo parlamentar do Chega comunicou às instâncias competentes, solicitando esclarecimentos sobre a existência dos referidos acessos, a sua legitimidade, fundamento e finalidade. Até ao momento, esses esclarecimentos não chegaram, mas para o Chega/Açores, o silêncio perante uma denúncia desta natureza é inaceitável”, lê-se na nota.
O partido adiantou ainda ter submetido na Assembleia Regional um requerimento a exigir respostas ao Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), alertando que a consulta daqueles dados “poderá implicar o apuramento de responsabilidades disciplinares, contraordenacionais e/ou criminais”.
“Os parlamentares querem saber quantas consultas foram realizadas, em que datas, que informação foi acedida, através de que serviços, se existia fundamento legítimo para cada consulta e se os registos informáticos permitem identificar os utilizadores responsáveis pelos acessos”, detalhou o partido.
Citado no comunicado, o líder do Chega nos Açores, José Pacheco, considerou a situação “preocupante”, pedindo uma “investigação rigorosa que permita confirmar ou afastar definitivamente as suspeitas”.
“As bases de dados do Estado não podem ser utilizadas para investigar adversários políticos, devassar a sua vida privada ou procurar informação sobre os seus familiares. Se alguém utilizou o acesso privilegiado a sistemas públicos para esse fim, o caso tem de ser investigado até às últimas consequências”, defendeu José Pacheco.
O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, 23 dos quais da bancada do PSD, outros 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do IL, um do PAN, um do BE e um do PPM.






















