As duas únicas bombas atómicas utilizadas na História foram lançadas, pelos EUA, há 81 anos, sobre populações civis. Com o falso argumento de acelerar a rendição do Japão, a 6 e 9 de agosto de 1945, o crime intolerável atingiu Hiroshima e Nagasaki.

Estas cidades eram apenas alvos militares secundários e o Japão estava já praticamente vencido. Na verdade, o ato criminoso serviu para espalhar o medo, demonstrando um poder militar nunca antes visto. Contudo, os crimes haviam começado muitos anos antes, com o roubo de terras ao México e aos Índios. Neste caso, causaram também um autêntico genocídio, que eliminou a quase totalidade da população indígena.

No Iraque, no Afeganistão e no Irão, os EUA atuaram para derrubar os regimes democráticos constituídos na segunda metade do século XX. Os EUA começaram por classificar os Talibans e Saddam Hussein como combatentes pela liberdade… A morte de meio milhão de crianças iraquianas foi caraterizada pela ex-secretária de estado Madeleine Albright, como um preço que valeu a pena. É impossível compreender os conflitos atuais em África e no Médio Oriente sem olhar para a ação dos EUA!

Apoiaram ativamente o apartheid da África do Sul e são essenciais para o vergonhoso genocídio do povo Palestiniano.

Na Coreia e no Vietname, são incontáveis os crimes de guerra, que incluem o despejo de napalm sobre civis.

Golpes de estado e apoio ativo a ditaduras sanguinárias e corruptas fizeram e continuam a fazer parte da estratégia dos EUA. O objetivo é sempre o mesmo: controlar esses países e regiões, assegurando os interesses económicos e geopolíticos dos EUA. Salazar e o fascismo português tiveram apoio político, financeiro e material dos EUA. O mesmo ocorreu no Vietname do Sul, na Indonésia, no Chile de Pinochet, na Cuba de Batista, na Argentina, no Brasil, na Grécia, … A lista da ingerência externa é longa, muito longa.

É verdade que os conflitos mundiais não resultam, apenas, da ação dos EUA. Mas estes foram e são a principal ameaça à Paz, servindo uma indústria da guerra que não para de crescer. Nos 81 anos das duas únicas bombas atómicas, é tempo de afirmar: nunca mais!

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