“Tenho uma tendência inata para não fazer nada. É por isso que trabalho muito”. Assim rezava um letreiro na biblioteca da minha universidade. Mas muita gente toma por regra uma velha expressão que fazia furor no Liceu de Ponta Delgada: “aqueles que por cábulas valorosas se vão da lei dos exames libertando”.
Vem isto a propósito de certos fulanos que fizeram, e fazem, a vida à boleia do menor esforço. Nas habilitações escrevem “frequência do ano” e deixam em branco o espaço destinado à profissão, ou dizem-se “ista” de qualquer coisa, sem inscrição na respetiva Ordem.
Um destes cavalheiros anunciou nas redes sociais o regresso à casinha da ilha. Por entre o nevoeiro que o verão teima em oferecer-nos, há aqui laivos de neo-sebastianismo. No mínimo a coisa fica à conta da vaidade e da oportunidade para criticar quem, alegadamente, não faz a vénia ao PS – no caso a RTP/Açores, agora “Rosário” de notícias governamentais, na expressão doutoral do dito.
Na falta de foguetes a celebrar o regresso do reizinho, tratou o próprio de sentenciar quem agora governa o território.
Inventor da Saudaçor, Azorina e outros expedientes orçamentais, que importam em mais de mil milhões de euros de dívida, que ainda hoje pagamos, desdenha agora o investimento do PRR, qual partida que o vício prega à virtude. A criatura sabe quanto isso refreia a ambição da descendência.
A mesma tribo diz também que o turismo está à deriva. Compare-se os dados atuais com os registos das décadas de socialismo e descobrimos que tudo não passa de uma tese vulgar de mais um “doutor” da política.






















