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As piscinas municipais da Ribeira Grande, nos Açores, voltaram hoje a encerrar, na sequência dos resultados da análise semanal à qualidade da água, que registaram “valores de oxidabilidade acima dos parâmetros recomendados”, informou a autarquia.

Trata-se do segundo encerramento das piscinas do complexo municipal da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel, durante a época balnear de 2026, depois de terem estado interditadas entre 07 e 21 de julho, após uma contaminação provocada pela “própria utilização das pessoas”.

Num aviso à população, divulgado hoje na sua página oficial na Internet, o município da costa Norte de São Miguel informa que a interdição temporária a banhos das piscinas do Complexo Municipal da Ribeira Grande, conhecidas como “Poças”, foi determinada após os “resultados da análise semanal à qualidade da água, que registaram valores de oxidabilidade acima dos parâmetros recomendados”.

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Segundo a autarquia, “tal inconformidade resulta de uma contagem de micro-organismos presentes na água, superior ao permitido, e cuja presença interfere com a ação do desinfetante”.

O município reconhece que se trata de “uma situação reincidente”, mas garante que a Câmara “está a intervir para solucionar e evitar a sua repetição, contratando serviços técnicos adequados para a definitiva resolução da anomalia”.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande informa, no entanto, que o acesso e a utilização da zona de praia “mantêm-se sem qualquer restrição”.

Ainda segundo a autarquia, a interdição das piscinas “permanecerá em vigor até que novas análises confirmem o restabelecimento das condições adequadas para a prática balnear”.

A Câmara Municipal da Ribeira Grande apela à compreensão dos banhistas, reforçando que a medida “foi adotada exclusivamente por razões de segurança e proteção da saúde” dos utentes da zona balnear.

Em 10 de julho, o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira, esclareceu que a situação que levou ao fecho, durante quatro dias, do complexo pelo delegado de saúde “é fruto da própria utilização das pessoas”.

“É preciso não esquecer que cada vez mais se utilizam protetores [solares] e outro tipo de substâncias” que levam a “este tipo de contaminação”, explicou, na ocasião, em declarações aos jornalistas.

“A Câmara Municipal não teve nenhum receio em encerrar as piscinas quando soube que algo não estava bem. E, neste sentido, para a Câmara Municipal, o que está em casa é sempre a própria segurança e a proteção das pessoas que ali vão procurar o seu lazer. E queria ressalvar que em primeiro lugar está sempre a segurança das pessoas e que rapidamente essa situação estará resolvida”, afirmou.

Jaime Vieira também lembrou que o município da Ribeira Grande tem uma “grande oferta de praias” que são uma alternativa às piscinas municipais.

“Não é por as piscinas [municipais] da Ribeira Grande se encontrarem fechadas que os ribeira-grandenses ou quem os visita não vão ter uma oferta de excelência relativamente a zonas balneares”, sustentou.

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