O deputado do PSD e presidente do SINTAP Francisco Pimentel será o único candidato proposto pela tendência social-democrata a presidente da UGT, confirmou à Lusa, o presidente dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD), Pedro Roque.
Em declarações à Lusa, Pedro Roque confirma que os TSD têm prevista para esta terça-feira uma assembleia eleitoral para escolher o candidato a suceder a Lucinda Dâmaso na liderança da União Geral de Trabalhadores (UGT).
Segundo o presidente dos TSD, o prazo para apresentação de candidaturas foi “dilatado” e “terminou na semana passada”, sendo que a candidatura de Francisco Pimentel foi a única apresentada, pelo que é expectável que seja este o nome indicado pelos TSD para presidente da UGT.
No fundo, é “um processo de indicação do nome da tendência social-democrata” que será apresentado e discutido na reunião do secretariado nacional da UGT, agendada para quinta-feira, explica o presidente dos TSD.
Dentro da UGT há um acordo implícito que dita que os TSD escolhem o candidato a presidente e a tendência socialista escolhe o candidato a secretário-geral.
Assim, apesar deste procedimento prévio, e tal como acontece nos restantes órgãos, o futuro presidente da UGT só será formalmente eleito no Congresso da central sindical, que se realiza em 10 e 11 de outubro, na Figueira da Foz.
Na quinta-feira, a UGT tem prevista uma reunião do secretariado nacional para as 10:30 e uma reunião extraordinária do Conselho Geral para as 14:30.
Duas fontes da UGT ouvidas pela Lusa adiantam que a proposta de candidatura a presidente da UGT é um dos vários pontos na ordem de trabalhos da reunião do secretariado nacional.
Já a reunião do Conselho Geral terá como ponto único a afixação do número de delegados.
E se uma das fontes realça que Francisco Pimentel “tudo fez para proteger a unidade da UGT”, — no âmbito do processo negocial que decorreu entre Governo e parceiros sociais sobre as alterações à lei laboral e que levou o secretariado nacional da central sindical a rejeitar por duas vezes, por unanimidade, as propostas apresentadas pelo Governo –, outra fonte antecipa que a escolha poderá não ser pacífica, lembrando que o deputado votou, ao lado da sua bancada, a favor da proposta do Governo para rever a lei laboral.




