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Traduzido, saltitões, vulgo “sistema de portas giratórias”. No caso o seu uso é com certeza fabulação, o seu original está associado à animação e ficção científica, mas neste caso vem dar alguma outra substância tragicómica ao enfado da política portuguesa que vive de casos. Seria mais simples e mentalmente saudável a negação, ‘não façam caso’, mas é o que mais se faz, casos para animais políticos de uma humanidade de eleitos indiretamente outros ou cooptados, pois parece que a identidade política sobrevive de adornos, atributos próprios da finalidade… desperdiçar recursos não está ao alcance de qualquer um.

Se bem se lembram, o chefe do governo está convencido que o nosso país causa inveja aos outros Estados-membros da UE, portanto o justo, não de justiça, mas de apertado por forma à lotação limitada, é uma conceção democrática com níveis de demos muito baixos extrapolados por fórmulas para assim incorporarem a cooperação entre pessoas iguais, os ungidos, não os do Senhor, mas dos casos da soberania. Até parece que são mecanismos estabilizadores do sistema constitucional, não obstante a forma ilegal, porém a fazer face à carência de sinecuras da administração de instituições enquanto sistemas públicos de regras.

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No Poder os casos têm tem atrelado de peso e atril para facilitar o folheio. Um certo político não resistiu à piada da arbitrariedade e conta a estória: [A Rússia está a considerar unificar os seus fusos horários, pois existe uma diferença de nove horas de uma ponta à outra do país. (…) Há um problema. A minha família estava de férias e liguei-lhes a desejar boa noite, mas já era de manhã e estavam na praia. Liguei a Olaf Scholz para lhe desejar um feliz aniversário, mas ele disse-me que lá já estavam no dia seguinte. Liguei a Xi Jinping para lhe desejar um feliz Ano Novo, mas ele respondeu-me que ainda estavam no ano anterior.] A Putin terá acontecido o seguinte; ligou à família de Yevgeny Prigozhin a transmitir os pêsames, só que o avião dele ainda não tinha descolado.]

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