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O Governo dos Açores e a Universidade dos Açores apresentam na quinta-feira, na Horta, um estudo multidisciplinar sobre a alga invasora Rugulopteryx okamurae, numa iniciativa que pretende aprofundar o conhecimento sobre a espécie e definir estratégias para minimizar os seus impactos ambientais e económicos.

A sessão decorrerá no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça e reunirá investigadores, responsáveis da administração regional e especialistas de várias áreas ligadas ao mar e ao ambiente.

A abertura dos trabalhos contará, por videoconferência, com as intervenções dos secretários regionais do Mar e das Pescas, Mário Rui Pinho, e do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel.

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Segundo o executivo açoriano, a investigação resulta de uma resposta científica à proliferação da Rugulopteryx okamurae, considerada a bioinvasão marinha mais significativa registada no arquipélago, depois de a espécie ter sido identificada pela primeira vez nos Açores em 2019.

A expansão da alga tem provocado impactos nos ecossistemas costeiros e na qualidade ambiental das praias, com consequências para atividades como o turismo, a pesca e o lazer.

Durante a apresentação serão divulgados os principais resultados do estudo, que incidiu sobre a biologia, ecologia e dispersão da espécie, envolvendo investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), do Instituto OKEANOS e do Air Centre.

Os especialistas vão também apresentar trabalhos sobre possíveis formas de valorização da biomassa da alga, incluindo aplicações biotecnológicas, utilização na alimentação animal e na compostagem agrícola, procurando transformar um problema ambiental numa potencial oportunidade de aproveitamento económico.

Outra das áreas em destaque será a mitigação da invasão, com a apresentação de propostas para a remoção da alga, gestão dos arrojamentos nas zonas costeiras e definição de procedimentos de atuação e sensibilização.

O encontro termina com um debate aberto à participação de entidades públicas, investigadores, autarquias e representantes da sociedade civil, destinado a discutir soluções para enfrentar os efeitos da expansão da espécie nos ecossistemas marinhos açorianos.

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