O Núcleo Regional dos Açores da IRIS – Associação Nacional de Ambiente defendeu hoje uma avaliação técnica “independente e rigorosa” ao estado fitossanitário e estrutural de duas araucárias que estão em vias de abate em Santa Maria.
Segundo a associação, na ilha de Santa Maria existem várias araucárias introduzidas nos Açores durante o século XIX e a maioria pertence à espécie Araucaria heterophylla, originária da ilha de Norfolk, mas da espécie Araucaria columnaris (araucária-colunar ou pinheiro-da-Nova-Caledónia) existem apenas dois exemplares, na Baía de São Lourenço.
Perante a possibilidade do abate das duas árvores da espécie Araucaria columnaris, “alegadamente por representarem um risco para um edifício construído nas proximidades e para a segurança dos seus ocupantes”, a IRIS defende que antes da decisão “seja realizada uma avaliação técnica independente e rigorosa do estado fitossanitário e estrutural das árvores, bem como um estudo das soluções que possam compatibilizar a sua preservação com a segurança pública”.
“O abate deverá constituir apenas o último recurso, caso fique inequivocamente demonstrado, com base em pareceres técnicos fundamentados, que não existe qualquer alternativa capaz de garantir a segurança das pessoas e a preservação destas árvores singulares”, referiu.




