José Ávila, Deputado e dirigente do PS/Açores ALRAA
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Esta é uma frase que os graciosenses já ouviram demasiadas vezes, seja através do sistema de som dos aeroportos, seja por uma simples mensagem SMS.

Todos compreendemos que existem situações imprevistas, desde avarias técnicas a condições meteorológicas adversas, que podem obrigar ao cancelamento de voos. O que já não se compreende é a incapacidade da SATA para repor a normalidade num prazo razoável.

Infelizmente, não é isso que está a acontecer. Ainda na semana passada houve passageiros que tiveram de esperar quatro dias para conseguirem completar uma viagem que deveria ter sido assegurada pela transportadora.

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Esta situação é inadmissível e demonstra uma falta de respeito para com os cidadãos da Graciosa, que continuam a ser penalizados pela fragilidade das ligações aéreas.

Acresce que existe entre os passageiros uma perceção cada vez mais generalizada de que os cancelamentos afetam com particular frequência as ligações de e para a ilha Graciosa.

Se essa perceção corresponde ou não à realidade, cabe à SATA esclarecê-lo de forma transparente. O que não pode continuar é a sucessão de cancelamentos e atrasos sem explicações convincentes e, sobretudo, sem soluções rápidas para os passageiros afetados.

Os graciosenses têm direito à mesma qualidade de serviço e ao mesmo respeito que qualquer outro açoriano.

A mobilidade não pode ser um privilégio dependente da ilha onde se vive. Tem de ser um direito efetivo e garantido.

Vila do Porto, 16 de julho de 2026

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