Autor: PM | Foto: CMPD
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O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada assegurou que o município não pretende avançar com o encerramento de mais ruas à circulação automóvel no centro histórico, rejeitando a interpretação de uma petição pública que contesta a proposta do Plano de Mobilidade Sustentável atualmente em consulta pública.

Em comunicado, a autarquia esclarece que o documento em análise não prevê o fecho definitivo das vias referidas pelos subscritores da petição, contemplando apenas, a título de recomendação, a possibilidade de criação de um sistema de controlo temporário de acessos numa área delimitada do centro histórico.

Segundo o município, essa eventual medida teria como objetivo ordenar a circulação automóvel, garantindo o acesso de residentes, comerciantes, operações de cargas e descargas, viaturas municipais, forças de segurança e meios de emergência, sem impedir a circulação nas artérias abrangidas.

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Citado na nota, o presidente da câmara, Pedro Nascimento Cabral, afirmou que o executivo municipal “não irá encerrar mais nenhuma rua ao trânsito no centro histórico de Ponta Delgada”, acrescentando que também não permitirá a introdução de novos condicionamentos de acesso, por considerar que o atual modelo de circulação se encontra estabilizado.

O autarca sublinhou ainda que o Plano de Mobilidade Sustentável constitui um documento estratégico de orientação para o futuro da mobilidade no concelho, salientando que algumas das propostas merecem o apoio do executivo, enquanto outras não recolhem concordância.

A autarquia recorda que o plano permanece em consulta pública, processo que foi prolongado até 30 de setembro de 2026, permitindo que cidadãos, comerciantes, associações e outras entidades apresentem sugestões ou observações.

Entre as medidas previstas no documento estratégico constam propostas para reforçar os transportes públicos, melhorar a circulação pedonal, criar zonas de velocidade reduzida, incentivar a utilização de veículos elétricos, expandir a rede de carregamento, promover a mobilidade ciclável, otimizar a logística urbana, rever políticas de estacionamento e reduzir as emissões, com vista à melhoria da qualidade do espaço público.

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