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O líder do PS/Açores alertou hoje para a necessidade de a região se preparar para o período pós-Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), considerando que os Açores “precisam de uma estratégia para os próximos anos”.

“O PRR termina e a pergunta é simples: qual é o plano para 2027 e 2028? A região precisa de projetos, de visão e de capacidade para decidir. Não podemos continuar a perder oportunidades por falta de planeamento”, defendeu Francisco César, citado numa nota de imprensa do partido.

O socialista falava à margem de uma reunião com a Mesa do Conselho de Ilha do Faial, na Horta, a primeira de uma ronda que irá realizar com os órgãos representativos de todas as ilhas açorianas, com o objetivo de, segundo a nota, “ouvir as forças vivas de cada território e integrar os seus contributos na preparação do programa de um futuro Governo do Partido Socialista”.

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Francisco César também manifestou preocupação com a falta de resposta para os principais problemas da ilha do Faial, defendendo a necessidade de existir um reforço das acessibilidades, de planear investimentos estruturantes e de garantir uma melhor manutenção das infraestruturas.

“O que me entristece é perceber que, passados tantos anos, as reivindicações continuam a ser as mesmas. Não porque os Conselhos de Ilha gostem de repetir os mesmos assuntos, mas porque os problemas continuam sem resposta”, lamentou.

Depois, apontou como prioridades o reforço das acessibilidades aéreas, defendendo uma oferta de voos compatível com as necessidades da ilha, lembrando que, “se no passado já existiram 14 ligações semanais, não faz sentido que hoje haja menos ligações quando isso prejudica residentes, empresas e o turismo”.

Considerou igualmente urgente avançar com o processo de ampliação da pista do Aeroporto da Horta, de a região “insistir junto do Governo da República para garantir o respetivo financiamento” e de exigir à ANA – Aeroportos de Portugal “o cumprimento das obrigações decorrentes da concessão”.

O líder do PS açoriano defendeu ainda que deve ser preparado um projeto para a modernização do porto da Horta, “para aproveitar futuras oportunidades de financiamento”, bem como “criar uma solução estável para o transporte aéreo de carga”.

Criticou também a ausência de decisões estruturantes por parte do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), considerando que, ao fim de quase seis anos de governação, “não basta dizer que os problemas existem, é preciso decidir e resolvê-los”.

O dirigente apontou a degradação das estradas e da rede viária regional como um exemplo da falta de manutenção das infraestruturas públicas.

“Enquanto o Governo [Regional] inaugura obras financiadas pelo PRR, vai esquecendo uma das suas principais responsabilidades, que é cuidar das infraestruturas que já existem e que servem diariamente as populações”, disse, citado na nota.

Segundo o líder do PS/Açores, a ronda hoje iniciada pelos Conselhos de Ilha permitirá construir um programa de Governo “com soluções concretas para cada ilha”, assente na proximidade, no planeamento e na capacidade de execução, para “responder aos desafios específicos de cada território açoriano”.

O Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo dos Açores composto pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos de cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de freguesia, um representante do Governo Regional (sem direito a voto) e vários membros das organizações sociais, ambientais, culturais e empresariais da ilha.

 

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