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O presidente do Chega/Açores, José Pacheco, foi hoje reeleito para um segundo mandato com 74,4% dos votos, num ato eleitoral em que participaram 43 militantes.

O líder reeleito disse à agência Lusa que no mandato 2026-2029 pretende expandir o partido para as ilhas onde não tem implantação e criar um Conselho Consultivo Regional, para abrir o Chega à sociedade e congregar “pessoas que não são militantes, simpatizantes e independentes”.

José Pacheco, que não teve concorrentes na eleição, também pretende continuar o trabalho que o partido tem feito na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, onde possui cinco deputados, e nas autarquias.

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Nas eleições regionais de 2028 o Chega/Açores pretende concorrer nas nove ilhas e pelo círculo de compensação (no arquipélago existem 10 círculos eleitorais, um por cada ilha e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados nos restantes), indicando que o partido já está a “trabalhar há bastante tempo” no processo.

“Temos feito um trabalho que as pessoas têm reconhecido como bastante bom. Vamos continuar e esperamos, pelo menos, a expectativa, [é de] chegarmos a 10/12 deputados em 2028”, declarou.

Em relação ao orçamento regional para 2027, José Pacheco, que é também deputado e líder do grupo parlamentar do Chega na Assembleia Legislativa dos Açores, bem como vereador no município de Ponta Delgada (ilha de São Miguel), disse que o voto ainda não está definido.

“No último [orçamento regional de 2026] foi uma abstenção. Poderá ser novamente uma abstenção. Nós ainda estamos a reunir, estamos a ver, estamos a analisar. Não conhecemos o próximo orçamento”, respondeu.

No entanto, referiu-se ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), indicando que “não correu lá muito bem para o lado” do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) e o seu partido “vai pedir que o Governo se justifique, porque se deixou de fazer investimento” em várias áreas.

Pacheco também disse à Lusa que, neste momento, o PS “é o único partido que segura o Governo” Regional de coligação: “Se dependesse do Chega íamos para eleições amanhã”, concluiu.

A recandidatura de José Pacheco à liderança do Chega/Açores, com o lema “Preparar o Chega para governar”, assentou em cinco pilares: organização territorial, comunicação permanente, formação política, ligação à sociedade civil e preparação programática para a governação regional.

A Comissão Política Regional dos Açores do Chega, que continua a ser presidida por José Pacheco, passar a ter Francisco Lima e Olivéria Santos como vice-presidentes.

José Bernardo mantém-se na presidência da Mesa Regional e o Conselho de Jurisdição é agora presidido por Nuno Cymbron.

 

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