Festival Música no Colégio regressa a Ponta Delgada com edição dedicada à música portuguesa

O Festival Música no Colégio regressa entre hoje e sábado ao Largo do Colégio, em Ponta Delgada, para a sua 14.ª edição, que este ano será inteiramente dedicada à música portuguesa e integrada nas comemorações dos 50 anos da Autonomia dos Açores e da preparação de Ponta Delgada para a Capital Portuguesa da Cultura 2026.

Ao longo de três noites, o evento volta a transformar um dos espaços históricos da cidade num palco ao ar livre, com entrada gratuita, reunindo propostas que percorrem diferentes géneros e épocas da criação musical nacional e açoriana.

A organização destaca que esta é a primeira vez que o festival apresenta um programa exclusivamente centrado na música portuguesa, procurando valorizar o património cultural, a criação artística e a identidade nacional e regional.

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A abertura do festival, esta quinta-feira, será dedicada à música tradicional açoriana com o espetáculo “Raízes em Harmonia – Um Encontro entre o Tradicional e o Erudito”, concebido por Ana Paula Andrade. O projeto estabelece uma ligação entre o cancioneiro popular dos Açores e a música erudita, propondo novas interpretações de temas tradicionais.

Na sexta-feira, a programação prossegue com a Noite Filarmónica, protagonizada pela Banda Filarmónica Nossa Senhora das Neves, que apresentará o concerto “Canções da Liberdade”, com a participação do saxofonista João Pedro Silva. O espetáculo presta homenagem aos valores da liberdade, da democracia e da autonomia regional, destacando o papel das filarmónicas na cultura açoriana.

O encerramento, no sábado, será dedicado à ópera portuguesa. O Coral de São José, sob direção do maestro Luís Filipe Carreiro, acompanhado pelo pianista Ricardo Martins e pelos solistas Sandra Medeiros, Sérgio Sousa Martins e José Corvelo, interpretará obras de compositores portugueses dos séculos XVIII ao XX, num concerto intitulado “O Lirismo Nacional do século XVIII ao XX”.

Criado em 2012, o Festival Música no Colégio consolidou-se como um dos principais eventos culturais do verão açoriano, apostando numa programação de acesso gratuito e na valorização do património histórico da cidade.

A organização considera que o festival tem contribuído para reforçar a oferta cultural da Região, promovendo artistas locais e nacionais e aproximando novos públicos da música, ao mesmo tempo que afirma os Açores como palco de projetos artísticos de referência.

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