Autor: PM | Foto: GRA
PUB

O Governo Regional dos Açores considerou hoje que a redução homóloga de 2,2% nas dormidas turísticas na região, em maio, é um sinal de “resiliência” do destino, destacando o crescimento de receitas, que reflete uma “procura mais qualificada”.

“Num contexto internacional marcado por incertezas económicas, tensões geopolíticas e desafios para a indústria do turismo à escala global, a redução de 2,2% nas dormidas revela uma resiliência assinalável do destino Açores”, afirmou hoje o executivo açoriano, em comunicado.

“Mais importante ainda, os dados mostram que, apesar dessa ligeira diminuição, o setor conseguiu gerar mais receita e aumentar os seus níveis de rentabilidade, refletindo uma procura mais qualificada e com maior capacidade de consumo”, acrescentou.

PUB

Desde outubro que os números do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) indicam uma descida homóloga no número de dormidas em alojamentos turísticos nos Açores.

O relatório de maio, conhecido na terça-feira, revelou uma redução de 2,2% face ao período homólogo, com impacto no alojamento local (-8,1%) e no turismo no espaço rural (-6,4%).

A hotelaria, que concentrou 54,4% das dormidas turísticas no arquipélago neste mês, registou um crescimento homólogo de 3,3%.

A redução de dormidas no arquipélago segue uma tendência contrária à média nacional, que apresentou um crescimento de 2,8% neste mês.

Para o executivo açoriano, os números de maio “confirmam que os Açores estão a consolidar uma trajetória de crescimento sustentado, baseada não apenas no aumento da procura, mas sobretudo na criação de maior valor económico, na diversificação de mercados e na qualificação contínua da oferta”.

“Os resultados de maio constituem, assim, mais uma confirmação de que os Açores estão a afirmar-se como um dos destinos turísticos mais diferenciados, sustentáveis e valorizados do Atlântico, capaz de atrair novos mercados, gerar mais riqueza e criar mais oportunidades para os açorianos”, reiterou.

O Governo Regional destacou o crescimento das receitas, alegando que confirma “a robustez do setor e o acerto da estratégia” do executivo “para afirmar a região como um destino turístico de excelência, sustentável e gerador de valor”.

Segundo o relatório do SREA, em maio, a hotelaria apresentou 24,6 milhões de euros de proveitos totais, mais 15% do que no período homólogo, enquanto o turismo no espaço rural registou uma redução de 1,7%, com proveitos totais de 2,1 milhões.

No alojamento local não são apresentados dados sobre os proveitos, mas 25,5% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em maio.

No comunicado divulgado hoje, o executivo açoriano realçou os resultados dos proveitos da hotelaria, sublinhando que “demonstrarem que os Açores continuam a crescer em valor, consolidando um modelo turístico que privilegia a qualidade da experiência, a sustentabilidade e a capacidade de gerar maior retorno económico para as empresas e para a economia regional”.

“Este desempenho confirma a crescente afirmação dos Açores como um destino competitivo nos mercados nacional e internacional, capaz de atrair visitantes que valorizam a autenticidade, a natureza, a segurança, a sustentabilidade e a qualidade da oferta turística regional”, vincou.

O Governo Regional apresentou ainda a nova operação da Austrian Airlines como “um sinal claro da atratividade do destino e do reconhecimento internacional da sua capacidade para captar novos fluxos turísticos e diversificar mercados emissores”.

Destacou, por outro lado, a assinatura de um protocolo de colaboração com o Turismo de Portugal, alegando que “permitirá aprofundar o trabalho conjunto na promoção do destino, na qualificação da oferta turística e na valorização dos recursos e produtos diferenciadores da região”.

Na reação aos números do turismo de maio, a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) manifestou “profunda preocupação”, defendendo que a região “necessita de uma estratégia mobilizadora que tenha como prioridades a recuperação da capacidade aérea perdida, a captação de novas rotas e operadores, o reforço do investimento promocional nos principais mercados emissores e uma atuação coordenada entre o Governo Regional, a VisitAzores, a ANA e as companhias aéreas”.

PUB