PUB

Espetáculo retro é o título alternativo para certos prenúncios. Enquanto que no país da ultraperiferia se refazem do contraditório dos dados do Instituto Nacional de Estatística face ao deslumbramento do que o chefe do governo a que carece o role-playing ainda que tardio. Mas na antecâmara de um totalitarismo o ‘décor’ é a banalidade de [alguns distúrbios] de rua que apenas dizem respeito à segurança pública resolver. Daqueles que nos anos 30 do século em que eu nasci o nacional-socialismo insuflou com promessas de emprego, garantias de trabalho, acesso a cuidados de saúde, educação, férias por conta das ‘mocidades’ etc., em suma, a boa vida pessoal e familiar cumpridas no dia-a-dia a prazo e de forma que o cidadão não se cruze com a política.

Quatro alinhamentos democráticos de racionalidades autocráticas em rotas pluralistas por prenúncios pronunciados – não resisto a este trocadilho de fumigação ao autismo político.

PUB

1. Sabemos a tempo da realidade dos crimes cometidos pelo governo de Benjamin Netanyahu contra civis em Gaza, Líbano, Síria e Irão. A indiferença dos governos do mundo democrático é inusitada para com os danos colaterais – hipócrita ̶ e marginal para com qualquer número de vítimas. Sendo que há que reconhecer que essa forma de agir tem uma longa e abominável história. Como aconteceu antes, para quando a assunção da responsabilidade e intervenção antes que o governo israelita comece a atacar seus próprios cidadãos?

2. Um líder do mundo livre, pressupõe-se que se enganou sobre o Irão e errado ao atacar este Estado-civilização. Terá assinado um memorando em Islamabad, para o pagamento de 300 mil milhões de dólares em reparações de guerra, em formato de fundo de investimento. Agora, o único obstáculo à paz não se chama Israel, mas Benjamin Netanyahu.

3. Podemos sempre refletir sobre esta perspetiva: a balcanização do Líbano — entre as suas três principais comunidades, xiitas protegidas pelo Irão, sunitas protegidas pela Arábia Saudita, pelo Paquistão, pela Turquia e pelo Egipto, e cristãs protegidas pela França — após seu encontro com Emmanuel Macron, no quadro da Cimeira anacrónica do G7 em Evian: “Al-Sharaa, quer dizer, o Presidente sírio Al-Jolani foi muito amável comigo. Ele aceitou tudo o que lhe pedi. Se Israel não pode fazer o trabalho sem matar toda a gente, ele o fará. A Síria o fará».

4. A entrada em cena do decapitador jihadista, e agora Presidente sírio, Al-Sharaa, anuncia a balcanização do Líbano em três partes?

PUB