As Cavalhadas de São Pedro da Ribeira Seca da Ribeira Grande são uma manifestação secular de gratidão a São Pedro por este os ter protegido de sismos, erupções e catclismos que martirizaram as populações desta parte da ilha de São Miguel.
Todos os anos a 29 de junho homens trajados a rigor com vestes medievais montados em cavalos devidamente treinados saem em cortejo rumo à capela de São Pedro, templo que teria sido poupado à lava de diversas erupções ocorridas em 1563 no Pico do Sapateiro e na Lagoa do Fogo.
Esta versão não reune a unanimidade como muito bem escreveu o investigador ribeiragrandense Mário Moura, mas uma coisa é certa é de que podendo esta manifestação secular não ter tido origem exclusivamente religiosa, ela ao longo do tempo tem incorporado alguns elementos ligados às nossas festas do Divino Espírito Santo e é uma iniciativa popular, mobilizando o povo que se organiza para sair em cortejo e lidera esta iniciativa.
A sua importância é tanta que presentemente está devidamente documentada no Museu Casa das Cavalhadas na Ribeira Grande, podendo ser visitado.
O cortejo dos cavaleiros é liderado por um Rei, acompanhado por 2 Lanceiros e os Corneteiros a que se seguem os Cavaleiros.
A declamação do Rei com as suas famosas barbas montado num cavalo devidamente enfeitado é um ponto alto das Cavalhadas, que levam à Ribeira Grande centenas e centenas de peregrinos e turistas para viverem estas festas.
A força e crença das Cavalhadas pode a partir de agora também ser vivida e apreciada graças a uma Vila Turística na Ribeira Seca da Ribeira Grande que é um Hino e Homenagem às seculares Cavalhadas de São Pedro da Ribeira Seca da Ribeira Grande.




