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O presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Correia Garcia, lembrou que a autonomia das regiões funcionou, considerando que “o patamar de desenvolvimento alcançado e a maturidade das instituições autonómicas nos mais diversos ciclos políticos confirmaram a autonomia como um instrumento adequado à governação e reforçam a nossa ambição de continuar a aperfeiçoá-la e a aprofundá-la”.

Luís Garcia esclareceu que a autonomia “não pretende retirar nada a ninguém”, quer é “acrescentar sempre”, pelo que considerou “totalmente despropositados alguns receios e desconfianças que infelizmente ainda persistem”.

“É mais do que o tempo de acabar com essas desconfianças. Porque aprofundar a autonomia não significa diminuir Portugal”, afirmou.

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O responsável deixou ainda críticas às incompreensões e respostas do Estado, nomeadamente em relação às “insuficiências persistentes nos serviços da justiça e da segurança” ou ao funcionamento da Universidade dos Açores e da RTP Açores, e também na não-assunção devida aos custos da insularidade na saúde, na educação, nos transportes e nas comunicações.

Luís Garcia foi ainda crítico quanto àquilo que considerou como “incompreensões relativas à mobilidade dos açorianos e dos madeirenses, que comprometem um princípio essencial da continuidade territorial”.

“No local próprio, deixem-me dizer, em nome do povo açoriano: O que recentemente se passou e disse nesta Assembleia sobre o então subsídio social de mobilidade simplesmente não devia ter acontecido. Feriu os açorianos e essas feridas ainda não foram completamente sanadas”, lamentou.

O presidente da Assembleia Legislativa Regional frisou ainda que um dos maiores diferendos entre a região e a República reside na gestão do mar, assumindo a ambição de “participar mais na gestão do mar que nos rodeia” por acreditar “que tal é uma vantagem para o país”.

Na sessão comemorativa dos 50 anos das autonomias dos Açores e da Madeira na Assembleia da República, em Lisboa, onde estiveram presentes o antigo presidente do executivo madeirense Alberto João Jardim (PSD) e os antigos líderes dos executivos dos Açores Carlos César (PS) e Vasco Cordeiro (PS).

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