O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro (PSD), afirmou hoje que a região é “um verdadeiro laboratório de futuro”, que pretende ser reconhecida como uma “região estratégica que aumenta Portugal”.
“Hoje, os Açores são mais do que uma região pobre do país, a ultraperiférica da União Europeia. Porque o futuro desejado foi e é mais ambicioso do que isso. Queremos transformar os Açores numa região verdadeiramente reconhecida como região estratégica que aumenta Portugal”, disse.
José Manuel Bolieiro, que falava na sessão comemorativa dos 50 anos das autonomias dos Açores e da Madeira, na Assembleia da República, lembrou que o mar e o espaço açoriano “dão a Portugal uma dimensão atlântica singular” e fazem do país “uma das grandes nações marítimas da Europa e do mundo”.

“Os Açores conferem profundidade atlântica a Portugal e à União Europeia. Somos a grande fronteira ocidental da União Europeia e uma plataforma de estabilidade, de conhecimento e de cooperação num mundo cada vez mais insano”, afirmou, reconhecendo tratar-se de uma região de “oportunidades para as economias verde, azul e digital”, bem como para a ciência, para a tecnologia e para a inovação.
“Num tempo de profundas transformações geopolíticas, energéticas, digitais e científicas, os Açores são um verdadeiro laboratório de futuro”, disse o governante, para quem a proteção do oceano, a investigação científica, a observação da terra, as tecnologias espaciais e a economia azul têm de ser encaradas como oportunidades.

Para Bolieiro, é possível transformar “o que durante séculos foi visto como distância para ser agora visto como uma centralidade estratégica”, considerando que o reconhecimento do valor dos Açores “não pode ficar apenas nas palavras”.
“Tem de traduzir-se em visão, em cooperação ativa e em investimento em infraestruturas críticas, estratégicas de interesse comum à região, ao país, à União Europeia e às nossas ligações e alianças internacionais”, salientou.

Segundo o presidente do Governo açoriano, a autonomia política “não afastou nem afasta os Açores de Portugal”, pelo contrário, “fortaleceu a democracia e engrandeceu Portugal no mundo”.
“O futuro de Portugal passa pelo valor do Atlântico. E o futuro do Atlântico conta com os Açores”, frisou.













