O PAN/Açores entregou um requerimento a pedir esclarecimentos ao Governo Regional sobre o encerramento noturno parcial da Casa da Montanha, na ilha do Pico, devido à “escassez de recursos humanos”, anunciou hoje o partido.
A Casa da Montanha tem como principal objetivo apoiar quem pretende subir à montanha e efetuar o seu registo e controlo, de acordo com o regulamento em vigor.
Fora do horário de funcionamento da Casa, o acesso à Montanha do Pico só é permitido com o acompanhamento de guias e entidades registadas.
De acordo com o PAN/Açores, “durante o período em que a Casa da Montanha permanece encerrada, os visitantes podem aceder ao trilho de forma autónoma, sem controlo ou monitorização, desconhecendo-se se estão a ser respeitados os limites de visitantes diários e em simultâneo definidos para o percurso”.
Segundo o partido, a situação “arrasta-se sem solução à vista” e suscita “preocupação quanto à segurança dos visitantes”, tendo em conta tratar-se de “um dos trilhos mais exigentes do arquipélago”, cujo percurso é de “elevada dificuldade” e obriga “ao cumprimento rigoroso de normas de segurança e ao acompanhamento técnico adequado”.
O partido alerta, em nota de imprensa, que esta realidade pode representar “um risco acrescido”, num ambiente de montanha que exige vigilância permanente.
Citado na mesma nota, o deputado único do partido no parlamento açoriano, e porta-voz do PAN/Açores, Pedro Neves, considera preocupante a “ausência de informação clara e atualizada” sobre a situação.
Segundo refere, o site oficial dedicado à subida da Montanha do Pico “não menciona o encerramento da Casa da Montanha, nem a indisponibilidade do trilho por falta de condições de segurança, transmitindo a falsa perceção de normalidade”, sobretudo em plena época alta, quando o fluxo de visitantes aumenta e “a necessidade de organização e segurança se torna ainda mais crítica”.
No requerimento, o PAN/Açores questiona o Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) sobre a eventual abertura de um procedimento concursal para a contratação de recursos humanos, que medidas extraordinárias de segurança estão a ser aplicadas, a forma como está a ser controlado o número de visitantes que acedem ao trilho e se está previsto o funcionamento contínuo, durante 24 horas, daquela infraestrutura.
O partido pretende igualmente saber quando será disponibilizada informação sobre o encerramento da Casa da Montanha no portal oficial, por que motivo não foram adotadas medidas preventivas para evitar a perda de trabalhadores registada “de forma consistente no último ano” e como está a ser assegurada a entrega do equipamento de rastreio GPS.
Para Pedro Neves, “a atual situação compromete a proteção dos visitantes, prejudica a atividade económica associada ao turismo de natureza” e revela “uma falha grave na gestão pública de um dos ex-líbris naturais dos Açores”, exigindo “respostas céleres e medidas eficazes que restabeleçam a normalidade”.
Também sobre este assunto se manifestou a Associação para a Promoção e Proteção Ambiental dos Açores (APPAA), considerando necessário adotar medidas para que “sejam cumpridas as normas” previstas no regulamento de acesso à Reserva Natural da Montanha do Pico.
A APPAA defende que “não basta aprovar regulamentos” e exigindo “um reforço urgente de meios humanos que também garantam o funcionamento da Casa da Montanha durante o período noturno”.
A associação apela para que o encerramento noturno da Casa da Montanha seja “uma medida provisória e excecional”, até ser garantido o seu funcionamento “durante todas as horas de cada dia, conforme previsto na legislação”.




