É de facto de fazer ‘corar, mas de perplexidade qualquer economia da União Europeia’. Um outro dito do chefe do governo de Portugal é de um ridículo ilimitado. Salvo seja o contexto. Em jeito de follow-up rememoro um trecho de “Portugal, relíquia adamantina em 2025”, editado anteriormente desta tribuna.
Ressocialização vendida, ‘descomunização’ enterrada, descolonização desajeitada. Pela prescrição de genéricos, ou seja, com cápsulas de democracia, 50 anos depois o diagnóstico revelou uma democracia curvada. Subornada, não se pode esperar muito, sem redistribuição política e económica e andar a contemplar e alternar os grupos de interesses que não servem o bem-estar coletivo.
A continuação da política anterior por outros meios, um Estado agressor; inevitabilidade para a produção de um país sem povo, tendo-o materializado num dano colateral por se exaurir na conflitualidade política dos cantos da sereia neoliberal; povo explorado, por políticas, saúde enfraquecida, social reduzida, educação arregimentada para um mercado de trabalho inseguro, ameaçado pela importação de trabalhadores sujeitos aos salários baixos; hardcore do trabalho volátil na economia do advento tecnológico, global, em suma de prosperidade inconsistente, insegurança, e crescimento insustentáveis. Contudo, reconhecido por critérios de juízo tão performativos quanto a conclusão da revista, prestigiada, The Economist, ela própria veicula a história para desvelo do que virá a seguir.
Recordo ainda a intervenção de um economista, a abordar a “medalha” de economia do ano de 2025, atribuída a Portugal, que o leitor teve acesso no áudio que acompanhou a crónica não continuo a não querer desfeitear com a ausência do avesso democrático, com que se vestem os políticos aderentes e os engolidos pela indumentária ideológica das bolhas, pois “(…)desejamos a sobrevivência e a segurança contínuas (…) república independente e soberana, cujo governo garante os direitos naturais inalienáveis dos seus cidadãos, prioriza o seu bem-estar e os seus interesses.”
Bem, qualquer abrigo de apeadeiro, sanca, reentrância de edifício, jardim público, ou terreno esquecido, serve para improvisar a habitação, em Portugal. Sendo este exemplo demasiado elementar é de facto de corar!




