Autor: PM | Fotos: PNC
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O eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral destacou a necessidade de a União Europeia reforçar a sua autonomia estratégica no setor energético, defendendo uma aposta mais forte nas energias renováveis, na eficiência energética e em soluções ajustadas às especificidades de cada território.

A posição foi transmitida durante a conferência “Moldar o Futuro Energético de Portugal: Políticas, Energias Renováveis e Eficiência Energética”, promovida pelo Fórum Europeu para as Fontes de Energia Renováveis (EUFORES), em parceria com a Assembleia da República, através das comissões parlamentares de Ambiente e Energia e de Economia e Coesão Territorial.

O encontro, realizado na Assembleia da República, contou com a participação da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, representantes das instituições europeias, deputados e especialistas ligados ao setor energético.

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Na sua intervenção, Paulo do Nascimento Cabral alertou para a dependência energética europeia, lembrando que uma parte significativa da energia consumida na União Europeia continua a resultar de importações, situação que, segundo afirmou, aumenta a exposição a crises internacionais e a instabilidades geopolíticas.

O eurodeputado salientou também o impacto dos custos energéticos nas famílias europeias, defendendo a necessidade de políticas que garantam maior segurança no abastecimento e acesso mais equilibrado à energia.

Entre as soluções apresentadas, destacou a energia agrivoltaica, apontando a conjugação entre produção agrícola e produção energética renovável como uma oportunidade para melhorar a utilização dos solos, proteger culturas de fenómenos extremos e aumentar a capacidade de resposta às alterações climáticas.

Paulo do Nascimento Cabral referiu igualmente o potencial do biometano enquanto instrumento de economia circular, sublinhando a possibilidade de reduzir emissões, valorizar resíduos agrícolas e pecuários, diminuir a dependência externa e reforçar a sustentabilidade económica das zonas rurais.

O eurodeputado defendeu ainda a importância das comunidades de energia enquanto mecanismo de aproximação dos cidadãos à transição energética, permitindo uma maior participação na produção de energia renovável e contribuindo para a redução dos custos energéticos.

Neste contexto, destacou a iniciativa do Governo Regional dos Açores de apoiar tecnicamente a criação de comunidades de energia, considerando-a uma medida alinhada com os objetivos de descentralização da produção energética.

Durante a conferência, Paulo do Nascimento Cabral abordou também a necessidade de reforçar as interligações energéticas na Europa, particularmente na Península Ibérica, considerando-as fundamentais para uma maior segurança de abastecimento e para o funcionamento de uma verdadeira União da Energia.

O eurodeputado defendeu que as regiões autónomas dos Açores e da Madeira devem continuar a merecer atenção específica por parte das instituições europeias, tendo em conta as características próprias dos sistemas energéticos insulares, não ligados às redes continentais.

No final da intervenção, Paulo do Nascimento Cabral reforçou que a concretização da transição energética exige estabilidade regulatória, previsibilidade e mecanismos adequados de financiamento, de forma a permitir o cumprimento das metas ambientais e energéticas definidas para a Europa.

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