Autor: PM | Fotos: GRA
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O Jardim Botânico do Faial celebrou esta semana quatro décadas de atividade, numa cerimónia presidida pelo secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, que destacou o papel daquela infraestrutura na preservação da biodiversidade dos Açores, na investigação científica e na educação ambiental.

A comemoração ficou marcada pela plantação simbólica de um cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), uma espécie endémica do arquipélago associada à floresta Laurissilva, gesto que pretendeu representar a continuidade do trabalho desenvolvido na proteção do património natural da Região.

Durante a cerimónia, Alonso Miguel sublinhou que o Jardim Botânico do Faial ultrapassou a função de espaço de visitação, assumindo-se como um centro especializado na conservação de espécies, no restauro de habitats e na produção de plantas utilizadas em projetos ambientais.

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O governante considerou que os 40 anos da infraestrutura representam “uma história de sucesso” construída pelo contributo de técnicos, investigadores e colaboradores que transformaram o Jardim Botânico numa referência regional e internacional na área da conservação da natureza.

Criado em 1986, o Jardim Botânico do Faial começou por se dedicar à preservação e divulgação da flora da Macaronésia, tendo evoluído para uma estrutura com várias valências, entre as quais o Banco de Sementes dos Açores, o Herbário Ilídio Botelho Gonçalves, o Orquidário dos Açores, coleções de espécies endémicas e viveiros destinados à produção de plantas nativas para ações de recuperação ecológica.

Segundo Alonso Miguel, a infraestrutura tem desempenhado um papel essencial na conservação de espécies ameaçadas, na recuperação de ecossistemas degradados e no fornecimento de milhares de plantas utilizadas em iniciativas de restauro ambiental em diferentes ilhas do arquipélago.

O secretário regional destacou ainda a importância do Jardim Botânico enquanto espaço de educação ambiental e de promoção turística, revelando que a infraestrutura recebeu mais de 132 mil visitantes desde 2008, com mais de 40 mil entradas registadas apenas nos últimos cinco anos.

Para Alonso Miguel, o aumento do número de visitantes demonstra uma crescente valorização do património natural açoriano e reforça a aposta dos Açores num modelo turístico associado à sustentabilidade e à conservação da natureza.

A educação ambiental foi outro dos aspetos realçados pelo governante, que apontou o contributo das iniciativas desenvolvidas pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, nomeadamente através da Oferta de Atividades de Sensibilização Ambiental Escolar (OASAE).

No âmbito deste programa, o Jardim Botânico do Faial já acolheu mais de uma centena de ações dirigidas à comunidade escolar, envolvendo cerca de 2.200 participantes em atividades relacionadas com a biodiversidade, conservação da natureza e sustentabilidade.

As comemorações do aniversário incluíram ainda a iniciativa “40 anos – 40 fotografias”, realizada em parceria com a APADIF, promovendo uma experiência inclusiva de contacto com a natureza através da observação e descoberta do espaço.

O programa comemorativo prolongou-se junto da comunidade, com entrada gratuita no Jardim Botânico e diversas atividades associadas à celebração da efeméride.

No final da cerimónia, Alonso Miguel destacou o simbolismo da plantação do cedro-do-mato, considerando-o um compromisso com o futuro da conservação ambiental nos Açores e com a preservação de uma biodiversidade única para as próximas gerações.

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