O festival North Wave, que decorre em 25 de julho, na Ribeira Grande, nos Açores, aposta apenas em nomes femininos, com Mari Froes, Blaya e LP como cabeças de cartaz.
“Este ano, o North Wave assume uma posição clara e diferenciadora: um cartaz inteiramente feminino, concebido para celebrar a criatividade, a liderança e a capacidade transformadora das mulheres na música e na sociedade”, avançou a organização, em comunicado de imprensa.
Depois de oito edições do RFM Beach Power, que apresentava apenas DJs, o festival evoluiu para o North Wave, permanecendo no concelho da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.
Com na Travessa da Rua do Bandejo, à beira-mar, o festival North Wave propõe “uma celebração da identidade atlântica”, num “encontro entre natureza, cultura e talento”.
Um dos nomes do alinhamento é a artista brasileira Mari Froes, que se estreia nos Açores.
Segundo a organização, é “uma das vozes emergentes mais relevantes da nova música lusófona” e tem conquistado audiências em todo o mundo “com a sua fusão elegante de MPB, bossa-nova, samba e jazz”.
Outro dos destaques desta edição é a portuguesa Blaya, que se lançou numa carreira a solo depois de passar pelos Buraka Som Sistema.
A organização destaca o “percurso artístico que cruza pop, música urbana e performance” de Blaya, sublinhando que a cantora “representa uma geração de mulheres que transformou a música portuguesa através da sua autenticidade, energia e capacidade de quebrar barreiras”.
“A presença destas duas artistas simboliza perfeitamente o espírito do North Wave 2026: mulheres que lideram, criam e inspiram”, salientou o curador musical do evento, Miguel Ângelo, da Soundsgood, citado em comunicado.
Dos Estados Unidos chega a cantora e compositora LP (Laura Pergolizzi), que já criou canções para artistas como Rihanna, Cher ou Christina Aguilera.
Para a organização, a autora de “Lost on You” é hoje uma “referência da música pop contemporânea”.
O cartaz integra ainda a banda micaelense Sofia Silva & Code, liderado pela cantora e compositora natural da Ribeira Grande, que participou no programa de televisão The Voice Portugal e que “tem vindo a afirmar uma identidade musical própria, combinando influências pop e música portuguesa”.
O festival continua no North Waves Sound, um espaço dedicado à musica eletrónica, com destaque para a DJ brasileira Bruna Lennon, “reconhecida pelos seus sets envolventes entre o house e o techno”.
A DJ açoriana Kéké regressa a casa para celebrar as suas raízes, com uma sonoridade “entre house, disco e groove”.
Além dos espetáculos musicais, o festival inclui o ciclo de conversas North Wave Inspira, que tem como tema “Liderar com Identidade – Mulheres que Constroem os Açores”.
O projeto reúne “mulheres de referência da região para refletir sobre liderança, empreendedorismo, inovação e impacto social”.
Segundo o promotor do evento, Paulo Silva, da Fábrica de Espetáculos, o recinto do festival foi desenhado para “proporcionar experiências distintas”, com áreas exclusivas, uma oferta gastronómica centrada em produtos açorianos e um sistema totalmente sem dinheiro em numerário.
“A proposta é simples: transformar cada momento numa experiência memorável. Este é um festival criado pela sua terra. Dito de outra forma: o North Wave não é um evento que acontece na Ribeira Grande. É um evento que a Ribeira Grande criou. Um conceito novo e disruptivo, com identidade própria, que queremos levar do meio do oceano para o mundo”, salientou, em comunicado.
Os bilhetes para o festival já estão à venda e custam 18 euros (ou 30 para se ter acesso a uma área reservada).




