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O PCP/Açores alertou hoje para a crescente fragilidade política e governativa no arquipélago, com um Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM “sem ideias, nem iniciativa” e a ausência de respostas para os problemas dos açorianos.

A Direção Regional do PCP Açores (DORAA) reuniu-se para analisar a situação política e social da região e do país.

Numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, a estrutura regional do partido manifestou preocupação em relação à situação política e governativa da região, considerando que a coligação está “cada vez mais fragilizada” e já foi “dada como terminada pelo próprio presidente do Governo Regional para 2028”.

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Segundo a DORAA do PCP, a governação açoriana está mais focada na “sobrevivência política” dos partidos que compõem a coligação do que na resolução dos problemas enfrentados pela população açoriana.

No entender do PCP/Açores, o executivo regional está “esgotado nas ideias”, numa altura em que cresce “a contestação em praticamente todos os setores”.

A DORAA critica ainda a falta de respostas do “Governo Regional do PSD, CDS-PP e PPM, com o apoio do Chega e a passividade do PS, perante as necessidades da maioria da população”, reiterando as criticas ao pacote laboral, que “será discutido no próximo dia 18 de junho, na Assembleia da República, e que representa um grave ataque aos direitos dos trabalhadores”.

O PCP/Açores alerta ainda para o agravamento das desigualdades sociais, tanto a nível nacional, como regional, apontando para os aumentos dos custos da habitação, alimentação, energia e combustíveis que continuam a contribuir para o “agravamento das dificuldades” dos trabalhadores, reformados, agricultores, pescadores e famílias.

“Nos Açores, um território já marcado por profundas desigualdades estruturais, baixos salários, pensões insuficientes, elevados custos de transporte e carências de vário género, os rendimentos permanecem estagnados enquanto os encargos aumentam continuamente”, denuncia o PCP/Açores em comunicado.

Nesse sentido, o partido defende medidas “eficazes” de regulação e controlo público de preços, bem como aumentos salariais que permitam compensar, “pelo menos em parte”, o aumento de bens essenciais e dar “algum alívio a uma economia regional que começa a pagar o preço das escolhas feitas, sempre em detrimento dos setores produtivos”.

O partido destaca ainda a situação da agricultura regional, insistindo na necessidade de os apoios chegarem aos produtores “a tempo e horas”, em vez de “promessas adiadas” e de “injustiças acumuladas”.

A DORAA adiantou ainda que está a preparar a sua participação na 50.ª edição da Festa do Avante, através de um stand com produtos regionais e gastronomia açoriana.

Ao longo dos três dias da Festa, será ainda promovido um debate dedicado aos 50 anos da Autonomia, “refletindo sobre o seu percurso, as conquistas alcançadas e os desafios que se colocam ao futuro dos Açores”.

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