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O presidente da Câmara de Ponta Delgada convocou uma reunião extraordinária do executivo para reapreciação da proposta de aditamento ao financiamento do projeto da Capital Portuguesa da Cultura, chumbada pelos vereadores do Chega e do movimento independente.

O município açoriano adiantou em comunicado que o social-democrata Pedro Nascimento Cabral convocou uma reunião extraordinária para quarta-feira (17 de junho), pelas 10:00 locais (mais uma hora em Lisboa), nos Paços do Concelho, “com o objetivo de voltar a deliberar sobre o assunto n.º 275/26 – Coliseu Micaelense – Minuta do Segundo Aditamento ao Contrato-Programa Setorial Plurianual 2024/2026”.

Segundo a nota, a decisão surge na sequência de “um diálogo profícuo mantido entre o presidente da Câmara e os vereadores do Partido Socialista em torno desta matéria, considerada determinante para a concretização da Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura 2026 [PDL26] e para a salvaguarda do resto do financiamento associado ao projeto”.

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“Ambos entendem que, perante a relevância estratégica desta iniciativa para o concelho, para os agentes culturais e para a economia local, importa valorizar todas as possibilidades de entendimento institucional que permitam garantir as melhores condições para a execução de um projeto cultural deveras estruturante para Ponta Delgada e para os Açores”, concluiu.

A Câmara Municipal de Ponta Delgada tem três eleitos do PSD, três do Movimento Cívico e Independente Ponta Delgada para Todos (PDLPT), dois da coligação PS/BE/PAN/Livre e um do Chega.

O município açoriano informou na quarta-feira que os vereadores do Chega e do Movimento Ponta Delgada para Todos (PDLPT) chumbaram uma proposta do executivo que “permitia o acesso a mais dois milhões de euros” para a Capital Portuguesa da Cultura.

Com o chumbo da proposta, o projeto PDL26, que arrancou em 29 de janeiro, “deixa de ter acesso ao financiamento inicialmente previsto de 5,3 milhões de euros, uma vez que perde o investimento proveniente do Turismo de Portugal, de fundos comunitários e de diversos patrocínios de empresas privadas, reduzindo assim o orçamento inicial do projeto de 5,3 milhões para cerca de três milhões de euros”, explicou a autarquia.

O Chega justificou hoje o voto contra do vereador pela ausência de “respostas claras” do presidente do município.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o partido refere que “não está contra a cultura, nem contra o Coliseu Micaelense”, mas recusa a ideia de que “mais de dois milhões de euros dos contribuintes possam ser aprovados sem respostas claras” sobre o financiamento.

 

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