O Grupo Aeroporto do Pico (GAPix) defendeu hoje, no âmbito da concessão do serviço público de transporte aéreo regular no interior da região dos Açores 2027-2031, o aumento de voos nas ligações com as ilhas Terceira e São Miguel.
Em comunicado hoje divulgado, o grupo de cidadãos propõe que no inverno IATA (sigla em inglês da Associação Internacional de Transporte Aéreo) seja contemplada “a manutenção do voo diário entre Terceira e Pico e a implementação em OSP [Obrigações de Serviço Público] de voo diário entre Ponta Delgada e Pico”.
Já no verão IATA é sugerido “um ajuste nas ligações entre a Terceira e Pico, adicionando duas frequências semanais na época intermédia [a proposta é de nove] e três frequências no pico do Verão [propostas 14], promovendo aumentos significativos na rota entre Ponta Delgada e Pico quer na época intermédia, quer na época de pico”.
Em relação à ligação aérea entre a ilha do Pico e Lisboa, atualmente com seis voos semanais, é também proposto um aumento por serem “manifestamente insuficientes para a procura existente”.
“Urge, portanto, promover o aumento do número de frequências para sete semanais (voo diário com Lisboa) e, desta forma, libertar muitos lugares em voos interilhas”, é explicado.
O GAPix justifica as sugestões com o objetivo de a região “conseguir dar mais resposta à procura efetiva em rotas em crescimento como o Pico”.
“O turismo no Pico está no bom caminho, mas é necessário ajustar as acessibilidades para bem de todos (turistas e sobretudo residentes)”, lê-se.
A ilha Pico, como qualquer outra dos Açores, “precisa de uma operação aérea interilhas ajustada às suas necessidades”, é também referido.
No comunicado, o porta-voz do grupo, Bruno Rodrigues, salienta que existe “falta de coragem política para ajustar as OSP (quer interilhas, quer territoriais) à procura” do serviço aéreo.
“Não houve [coragem política] em 2021 com as OSP em vigor para os voos interilhas e o mesmo acontece com as novas OSP (2026) para os voos entre o continente e os Açores, em que nada de significativo mudou, apenas acrescentando mais uma rota entre a Terceira e Funchal”, apontou.
O Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) lançou hoje o concurso para a concessão do serviço público de transporte aéreo regular no interior da região, com um preço base de cerca de 250 milhões de euros, para o período entre 2027 e 2031.
O anúncio do procedimento foi publicado hoje em Diário da República e o valor do preço base é de 249.750.000 euros.
O contrato atualmente em vigor foi celebrado com a SATA Air Açores em 28 de setembro de 2021, por 140 milhões de euros, tendo início em 01 de novembro desse ano e termo em 31 de outubro de 2026.
O Conselho do Governo tinha autorizado, no início de junho, a abertura de um novo concurso, tendo em conta a aproximação do termo do contrato de concessão e a necessidade de assegurar a manutenção das ligações aéreas interilhas nos Açores, de acordo com as novas Obrigações de Serviço Público, publicadas no Jornal Oficial da União Europeia, através da nota informativa n.º C/2026/2989, de 29 de maio de 2026.
O prazo de apresentação de propostas para o novo concurso, para o período entre 2027 e 2031, termina em 11 de agosto.
Entre os critérios de adjudicação estão o valor da compensação financeira exigida (55%), o número de frequências semanais (15%), o número de lugares oferecidos semanalmente (15%) e a capacidade de carga oferecida semanalmente (15%).




