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O presidente do Chega/Açores, José Pacheco, criticou hoje “o silêncio” do Governo Regional face às notícias que apontam para o adiamento, para depois de 2030, da substituição dos cabos submarinos que ligam os Açores, Madeira e continente.

O partido adiantou, em comunicado, que enviou um requerimento à Assembleia Legislativa Regional a pedir esclarecimentos detalhados ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) sobre o adiamento da substituição dos cabos submarinos, os riscos identificados e as medidas de contingência previstas.

Os deputados sublinham a importância desta infraestrutura para as comunicações e para a economia da região.

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No requerimento, o Chega/Açores questiona o Governo Regional relativamente à fiabilidade e segurança dos cabos submarinos que “já ultrapassaram a sua vida útil”.

O partido pretende saber “se existem dados sobre o impacto estimado para os serviços públicos regionais, unidades de saúde, forças de segurança, proteção civil e atividade económica em caso de falha significativa do sistema atual”, acrescenta a nota do Chega/Açores.

“Que plano de contingência existe atualmente para garantir as comunicações entre ilhas em caso de avaria grave ou interrupção prolongada do cabo submarino?”, questionam os parlamentares.

O Chega/Açores quer também aferir se o Governo Regional tem previstos investimentos alternativos ou complementares para “reforçar a resiliência das telecomunicações” do arquipélago, enquanto não for concretizada a substituição do cabo e se o executivo açoriano “está disponível para exigir formalmente ao Governo da República a antecipação deste investimento estratégico”.

Para José Pacheco, líder parlamentar do Chega/Açores, citado na nota, “é incompreensível que uma obra anteriormente classificada como prioritária esteja agora empurrada para depois de 2030 sem que exista qualquer reação firme por parte do Governo Regional”.

“Durante anos disseram aos açorianos que esta substituição era urgente. Agora descobrimos que poderá não acontecer antes da próxima década e ninguém no Governo Regional parece preocupado. Afinal, quem está a defender os Açores junto de Lisboa?”, questionou.

O líder parlamentar do Chega/Açores considera que “quando se trata de investimentos estratégicos para os Açores, os atrasos sucedem-se, os calendários derrapam e os açorianos são sempre os últimos da fila”.

“O que está em causa não é apenas um cabo submarino. Está em causa a segurança das comunicações, a economia regional e a ligação das nove ilhas ao mundo. Os açorianos merecem respostas e não mais silêncio”, defende.

 

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