Autor: PM | Foto: GF
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O livro “Açores – 500 flores”, da autoria de Raimundo Quintal e Teófilo Braga, foi apresentado como uma obra dedicada ao estudo e valorização do ecossistema natural e ambiental dos Açores, com especial enfoque nas plantas endémicas, flores, jardins e património florestal do arquipélago.

Na apresentação da obra, Gualter Furtado sublinhou que o livro resulta de uma parceria entre os dois autores, que têm desenvolvido investigação aprofundada sobre o meio ambiente açoriano, em particular na ilha de São Miguel.

A publicação, editada pelas Letras Lavadas Edições e impressa pela Nova Gráfica, Lda., integra 336 páginas e um vasto registo fotográfico, contando com contributos de vários fotógrafos. A obra inclui prefácio de José António Pacheco, capa de Jaime Serra e paginação de Pedro Melo.

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Segundo a apresentação, trata-se de uma viagem sistematizada pelo universo das flores nos Açores, reunindo 500 espécies organizadas em árvores, arbustos, trepadeiras e herbáceas, constituindo um registo sobre a sua origem, utilização e diversidade no território.

Gualter Furtado destacou ainda o livro como um contributo para a valorização do património natural açoriano e para a sensibilização ambiental, alertando para o impacto das espécies invasoras agressivas, que têm vindo a ocupar diversos espaços do arquipélago, incluindo pastagens, quintais, jardins, encostas e margens de lagoas.

Entre as espécies referidas encontram-se conteiras, gigantes, rícino, incenso, tabaqueira e silva-mansa, cuja expansão é apontada como uma ameaça à flora endémica.

A apresentação, Gualter Furtado, incluiu ainda uma dimensão de homenagem a homens e mulheres ligados ao estudo, cultivo e valorização das plantas e flores, com referência a vários nomes, entre os quais Henrique Aguiar Rodrigues, Estêvão Bulhões (já falecido), Manuel Moniz da Ponte, João Forjaz Sampaio, Isabel Soares Albergaria, Fernando Costa e Carina Costa, estes últimos destacados pelo trabalho desenvolvido no Jardim Parque Terra Nostra, nas Furnas, particularmente na área das camélias, incluindo a criação da camélia “Patrícia Bensaude Fernandes”, devidamente classificada e registada, bem como contributos para a flora endémica dos Açores.

É ainda referido Estêvão Machado, natural das Furnas, que no século passado dedicou parte significativa da sua vida às plantas e às camélias, tendo inclusive uma camélia com o seu nome, embora sem confirmação de classificação e registo.

A obra enquadra-se igualmente no percurso dos autores, reconhecidos pelo trabalho de investigação e divulgação no domínio da biodiversidade e do património natural dos Açores e da Madeira.

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