Foto: DR | João Pinheiro, presidente da Associação do Alojamento Local dos Açores (ALA)
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O setor do alojamento local e da hotelaria considerou hoje ter respondido da melhor forma possível à procura extraordinária provocada pelos cancelamentos de voos nos Açores devido ao nevoeiro, mobilizando recursos, gerindo cancelamentos e disponibilizando estadias de uma noite.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação do Alojamento Local dos Açores (ALA), João Pinheiro, disse que os empresários fizeram um esforço para atender da “melhor forma possível” a uma situação excecional, marcada por “um efeito em cadeia” de cancelamentos, prolongamentos de estadias e necessidades acrescidas de alojamento, num curto espaço de tempo.

“Os empresários fizeram um esforço significativo para albergar os passageiros retidos no aeroporto João Paulo II”, em Ponta Delgada, devido aos sucessivos cancelamentos de voos provocados pelo nevoeiro dos últimos dias, afirmou João Pinheiro.

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Segundo o presidente da ALA, a situação ocorreu numa altura de transição para a época alta turística, depois dos “últimos meses terem sido marcados por uma razia total” na procura.

Muitos alojamentos tinham reservas previstas para os dias em causa, mas vários hóspedes acabaram por não chegar devido às perturbações aéreas, obrigando os proprietários a “uma gestão complexa” de cancelamentos e novas reservas, explicou.

“Imagine se não fosse o alojamento local o caos que não seria no aeroporto”, sustentou, assinalando que a maioria das unidades de alojamento local são moradias e apartamentos, cuja estadia média são de quatro noites, sendo “moroso e dispendioso” preparar os espaços para permanências tão curtas.

Apesar dessas limitações, João Pinheiro garantiu que os proprietários disponibilizaram alojamentos para responder à emergência.

“Foi uma ação excelente da parte dos proprietários do alojamento local”, vincou.

João Pinheiro rejeitou ainda as criticas de alegada especulação nos preços.

“Isso não corresponde à verdade. Durante o dia foram vendidos muitos alojamentos abaixo dos 100 euros”, assegurou, acrescentando que muitos proprietários disponibilizaram excecionalmente os seus espaços para apenas uma noite.

A representante na região da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), Andreia Pavão, disse à Lusa que a hotelaria “tentou absorver” todas as situações, mas “nem sempre foi possível, tendo em conta a procura atípica” destes dias decorrente da situação “anormal e extraordinária”.

Andreia Pavão destacou o esforço realizado pela hotelaria açoriana para acomodar os passageiros afetados pelos cancelamentos.

A representante da AHP referiu que, além dos passageiros retidos, os hotéis tiveram também de acomodar tripulações aéreas e hóspedes que deveriam ter deixado a região, mas que foram obrigados a prolongar a estadia devido às condições meteorológicas.

“Muitas destas pessoas estavam apenas em escala em São Miguel e não teriam qualquer dormida prevista, mas acabaram por necessitar de alojamento”, salientou.

Segundo Andreia Pavão, os estabelecimentos com quartos disponíveis procuraram responder aos pedidos que foram surgindo, mas muitos alojamentos já tinham reservas confirmadas para os dias seguintes.

“Não podíamos estar a ceder quartos que já estavam reservados a outros clientes”, assinalou.

A responsável acrescentou ainda que a SATA solicitou um número significativo de quartos adicionais para alojar tripulações necessárias para a realização de voos extraordinários sempre que as condições meteorológicas o permitiam.

“Todas as pessoas que tinham quartos livres foram vendendo”, acrescentou.

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