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O Chega/Açores considerou hoje que o Governo Regional deve dar maior autonomia às Escolas Profissionais na definição da oferta formativa, para responderem com “maior rapidez e eficácia” às necessidades das empresas, dos setores produtivos e dos territórios.

“O ensino profissional deve formar para a vida real, para as empresas e para o mercado de trabalho. Não pode ser tratado como uma mera fábrica de certificados”, afirmou o deputado regional do Chega açoriano Francisco Lima no final de uma visita à Escola Profissional da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

O parlamentar, citado numa nota de imprensa do partido, referiu que o estabelecimento de ensino visitado “tem competências instaladas, conhece o território e deve ter condições para decidir, propor e executar formação com verdadeiro impacto na empregabilidade dos jovens e na economia local”.

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Para o Chega/Açores, é essencial valorizar o ensino profissional, reforçar a sua autonomia e garantir que os recursos públicos “são canalizados para instituições que têm experiência, capacidade técnica e ligação efetiva ao tecido empresarial”.

Os deputados regionais Francisco Lima e Hélia Cardoso, citados na nota, consideram que a Escola Profissional da Praia da Vitória deve ser encarada como uma “peça estratégica para o futuro do concelho, sobretudo num contexto em que a qualificação dos jovens, a fixação de população e a resposta às necessidades das empresas são prioridades fundamentais para o desenvolvimento da ilha Terceira”.

Os parlamentares assumiram o compromisso de apresentarem medidas legislativas que “permitam libertar o ensino profissional de uma lógica excessivamente centralista, em que o Governo Regional acaba por competir diretamente com as Escolas Profissionais, muitas vezes duplicando oferta formativa sem garantir as condições técnicas adequadas”.

Para Francisco Lima, “não faz sentido abrir cursos de cozinha sem cozinhas devidamente equipadas, nem cursos de técnicos agrícolas sem terrenos, máquinas ou condições reais de aprendizagem prática”.

O deputado criticou uma política formativa que, em vez de preparar verdadeiramente os jovens para o mercado de trabalho, “arrisca-se a formar pessoas sem competências técnicas efetivas, apenas para lhes entregar um diploma”.

Com a visita à Escola Profissional da Praia da Vitória os dois parlamentares do Chega/Açores pretenderam inteirar-se dos principais desafios enfrentados pela instituição, nomeadamente ao nível da oferta formativa, do modelo de financiamento, das necessidades do mercado de trabalho e das competências já instaladas.

Os deputados constataram que a instituição “enfrenta constrangimentos relevantes, desde logo a dificuldade em abrir novos cursos ajustados às necessidades reais da economia local e regional”.

A isto, segundo o partido, junta-se um modelo de financiamento que continua a penalizar a instituição, “agravado por uma dívida significativa associada à construção do edifício”.

Uma situação que a deputada Hélia Cardoso, também deputada municipal na Praia da Vitória, se comprometeu a ajudar a resolver, “propondo um reforço de verbas” no próximo Orçamento da Câmara Municipal.

 

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