O Radar Cultural, lançado nos Açores, é uma nova plataforma que pretende capacitar os agentes culturais do arquipélago para acederem a apoios e financiamentos, segundo a promotora da iniciativa, Daniela Silveira.
“Nos Açores, o problema nunca foi a falta de talento ou de projetos. Foi sempre a falta de acesso à informação e às ferramentas certas para chegar ao financiamento disponível. Esta plataforma existe para mudar isso”, afirmou a gestora cultural Daniela Silveira, que criou a plataforma, citada em comunicado.
Segundo a fundadora, menos de 1% das entidades culturais dos Açores acede a financiamento externo e nunca foi criado na região um serviço de apoio estruturado ao acesso a esse financiamento.
“Apesar das reivindicações históricas do setor, e do papel que diversas entidades regionais poderiam ter assumido nesta matéria, essa resposta nunca chegou a concretizar-se. O Radar Cultural nasce, assim, como uma iniciativa privada que preenche um vazio há muito sentido e também há muito esperado”, lê-se no comunicado.
A nova plataforma vai recolher as oportunidades de apoio, concursos e financiamentos disponíveis, a nível nacional e internacional, e tornar essa informação “mais acessível, organizada e estratégica para quem trabalha na cultura e nos setores criativos”.
O Radar Cultural vai partilhar essa informação através de uma ‘newsletter’ mensal e das páginas de Instagram e Linkedin, mas vai também promover formação, com sessões regulares, em formato presencial e digital, destinadas a artistas, associações e estruturas culturais.
A plataforma tem ainda uma vertente de acompanhamento, através de um serviço de consultoria e apoio direto a projetos em fase de candidatura.
O programa de formações arranca em junho, com um ciclo dedicado aos programas de apoio da Direção-Geral das Artes, nomeadamente o Programa de Apoio às Bandas de Música e Filarmónicas e o Programa de Apoio Sustentado.
A primeira sessão terá lugar na Startup Angra, na ilha Terceira, em 05 de junho, e a segunda na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, em 13 de junho, ambas em horário pós-laboral.
Segundo Daniela Silveira, estão previstas outras formações ao longo do ano, que vão abranger temas como a gestão cultural, a elaboração de projetos artísticos e a construção de dossiês de candidatura.
As sessões serão disponibilizadas também em formato digital, para chegar a agentes culturais de todas as ilhas do arquipélago.
Natural da ilha Terceira, Daniela Silveira é gestora e produtora cultural há cerca de 15 anos.
Desde outubro de 2025 dinamizou várias formações direcionadas ao setor cultural e criativo dos Açores, incluindo sessões sobre o financiamento europeu, numa altura em que se preparava a abertura do programa europeu Europa Criativa.




